China acusa Trump de inventar ameaça naval para justificar anexação da Groenlândia
O Ministério das Relações Exteriores da China manifestou-se oficialmente nesta segunda-feira contra as recentes declarações de Donald Trump sobre a anexação da Groenlândia. O porta-voz chinês, Lin Jian, classificou como infundada a justificativa do presidente americano de que o território autônomo dinamarquês estaria “cercado por navios chineses”.
Durante coletiva de imprensa, o representante de Pequim instou os Estados Unidos a cessarem o uso da “alegada ameaça chinesa” como pretexto para interesses geopolíticos próprios, reforçando que as relações internacionais devem seguir os princípios da Carta da ONU.
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A estratégia de anexação de Washington
Apesar dos impasses diplomáticos, o presidente Donald Trump mantém a postura de integrar a Groenlândia aos Estados Unidos “de um jeito ou de outro”. O argumento central da Casa Branca baseia-se na segurança nacional e na necessidade de vigilância sobre as embarcações estrangeiras que navegam pela costa norte da ilha.
Trump reiterou que a posse do território é vital para a defesa americana, declaração que surge em um momento de alta tensão externa, logo após ações militares contra o governo da Venezuela.
Resistência dinamarquesa e soberania local
A tensão escalou após publicações de membros do governo americano sugerirem que a anexação seria iminente, o que gerou forte repúdio das autoridades locais. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, foi enfático ao afirmar que o país não está à venda e que seu futuro não será decidido por postagens em redes sociais.
No mesmo sentido, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, exigiu o fim das ameaças e destacou que a pretensão dos EUA não possui respaldo legal ou lógico, uma vez que Washington não tem direito de anexar uma nação integrante da Comunidade do Reino da Dinamarca.


