Brasil investe bilhões em mísseis e blindados para conter invasões e ataques ao estilo Venezuela

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Diante do que classifica como uma postura neocolonial e agressiva do governo de Donald Trump, o governo brasileiro, sob a gestão do presidente Lula, uniu forças com as Forças Armadas para priorizar o fortalecimento da defesa nacional. Segundo dados divulgados pela Folha de S. Paulo, o Exército Brasileiro já destinou R$ 1,27 bilhão à modernização de seu arsenal, focando na aquisição de mísseis, tanques blindados anfíbios e canhões de longo alcance. O investimento visa garantir que as forças terrestres estejam aptas a enfrentar ameaças contemporâneas, utilizando como referência os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia e os conflitos na Faixa de Gaza.

Vulnerabilidades regionais e o alerta na América do Sul

A preocupação com a integridade do território brasileiro acentuou-se após o episódio do sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O fato levou o presidente Lula a solicitar aos militares uma análise detalhada sobre as vulnerabilidades do Brasil diante de possíveis agressões externas de natureza semelhante. Durante um encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, Lula enfatizou a necessidade de preparação militar, destacando que, embora a América do Sul seja uma zona de paz e livre de armas nucleares, o país não pode ficar vulnerável a invasões estrangeiras ou ingerências externas.

Tensão diplomática e combate à ingerência externa

O clima de desconfiança entre Brasília e Washington foi reforçado recentemente por um incidente diplomático envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso. O governo Lula manifestou-se formalmente contra a visita de um conselheiro de Trump, Darren Beattie, ao ex-mandatário na prisão. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal classificando o pedido de visita como uma tentativa de ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro, elevando o tom da diplomacia nacional contra influências políticas estrangeiras.

Para viabilizar essa nova estrutura de defesa, o Exército tem priorizado a fabricação nacional em detrimento de fornecedores estrangeiros, embora ainda mantenha contratos pontuais com países como os próprios EUA e Israel. Um dos destaques é o contrato com a SIATT, em São José dos Campos, para a produção de 120 mísseis anticarro 1.2 AC Max, essenciais para a capacidade de dissuasão terrestre. O armamento é considerado peça-chave para fortalecer as linhas de defesa em caso de combates terrestres e invasões blindadas.

Modernização da frota blindada até 2040

Além dos sistemas de mísseis, o Brasil investe pesado na renovação de sua frota de transporte. Entre 2023 e 2026, foram adquiridos 163 veículos blindados, com destaque para o modelo VBTP 6×6 Guarani, totalizando gastos de R$ 1,12 bilhão. A fabricação desses veículos está centralizada na IDV Brasil, em Sete Lagoas, Minas Gerais. Um contrato de longo prazo, avaliado em R$ 7,5 bilhões, prevê o fornecimento contínuo de centenas desses blindados até o ano de 2040, consolidando um projeto de estado voltado para a autonomia tecnológica e a prontidão militar de longo prazo.

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