Bolsonaro deixa UTI após 10 dias: tratamento de pneumonia segue em quarto de hospital

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Após um período de dez dias sob cuidados intensivos, o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star nesta segunda-feira (23/3). De acordo com o cardiologista responsável pelo caso, a melhora no quadro clínico permitiu que o paciente fosse transferido para um quarto comum, onde deve permanecer internado para dar continuidade à recuperação.

A internação, que teve início no dia 13 de março, foi motivada por um diagnóstico de pneumonia decorrente de broncoaspiração. Com a mudança para a enfermaria, a equipe médica planeja manter o protocolo de tratamento baseado em antibióticos até que o quadro infeccioso esteja totalmente controlado.

Manifestação da PGR e pedidos de prisão domiciliar

A evolução do estado de saúde de Bolsonaro ocorre em um momento processual decisivo. Condenado por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses no complexo da Papudinha. Diante do histórico clínico recente, a defesa tem reforçado os pedidos para que a pena seja convertida em prisão domiciliar, alegando a necessidade de cuidados médicos constantes que a estrutura prisional não comportaria.

Nesta segunda-feira, o cenário jurídico ganhou um novo elemento com a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer favorável à concessão do benefício, fundamentado na fragilidade física apresentada pelo detento durante o período de hospitalização.

Histórico de incidentes na unidade prisional

Desde o início de sua detenção, a integridade física do ex-presidente tem sido um ponto de alerta para familiares e aliados políticos. O período na Papudinha foi marcado por diversos episódios críticos que exigiram intervenção médica, incluindo crises de vômitos, tonturas recorrentes e uma queda da cama em sua cela. Esses incidentes recorrentes são os principais argumentos utilizados pela defesa para sustentar a tese de que o ambiente carcerário agrava suas condições de saúde preexistentes.

Igor do Vale/Estadão Conteúdo

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