Boletim atualiza estado de saúde de Bolsonaro após internação em hospital de Brasília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (13) no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral. De acordo com o boletim médico oficial, a enfermidade possui provável origem aspirativa, exigindo que o paciente fosse transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O quadro clínico evoluiu rapidamente durante a madrugada, com sintomas de febre alta, sudorese, calafrios, episódios de vômitos e dificuldade respiratória, levando a equipe médica a iniciar um protocolo de antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.

Diagnóstico e procedimento clínico

Exames laboratoriais e de imagem confirmaram que a pneumonia tem origem aspirativa, uma condição onde conteúdo gástrico é inalado para o sistema respiratório, gerando a infecção bacteriana. Segundo a equipe médica, o paciente apresenta uma quantidade expressiva de líquido nos pulmões, o que motivou a imediata administração de suporte clínico não invasivo.

O tratamento está sendo realizado através de antibioticoterapia venosa, protocolo padrão para quadros desta natureza. Embora a medicina indique um tempo médio de recuperação entre 7 a 10 dias, os especialistas ressaltam que o prognóstico permanece reservado, visto que a evolução do quadro clínico depende diretamente da resposta orgânica do paciente ao tratamento e da ausência de complicações adicionais.

O médico e também senador Ronaldo Caiado, que acompanha o caso, informou que, embora o quadro clínico atual não demande uma intervenção cirúrgica, ainda não existe uma previsão para a alta hospitalar.

Relatos sobre a condição do paciente

Durante uma visita ao hospital, o senador Flávio Bolsonaro descreveu o estado de seu pai como consciente e lúcido, embora tenha notado um aspecto abatido e voz enfraquecida. O parlamentar destacou a preocupação da família com o quadro, mas reforçou o alívio pelo fato de o ex-presidente estar recebendo os cuidados necessários na UTI.

A equipe do hospital DFStar continua monitorando as funções vitais de Bolsonaro de forma contínua, enquanto a família aguarda novas atualizações sobre a resposta dos pulmões à medicação e a estabilização definitiva dos indicadores respiratórios.

O cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, afirmou que não existe, no momento, uma previsão de alta. O tratamento deve se estender por, no mínimo, uma semana, dependendo de como o organismo de Bolsonaro reagirá aos antibióticos administrados. O médico ressaltou que o paciente ainda apresenta queixas de cefaleia, enjoos e dores musculares, além de já fazer uso de uma rotina diária de sete medicamentos para problemas digestivos.

Este episódio soma-se a outras intercorrências de saúde registradas desde o início de sua privação de liberdade, incluindo episódios de oscilação pressuposta, tonturas e um trauma craniano sofrido enquanto esteve sob custódia da Polícia Federal.

Contexto da detenção

lAtualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Ele está detido desde janeiro na sala de Estado-maior situada no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, instalação popularmente referenciada como “Papudinha”. A defesa do ex-presidente tem insistido, reiteradas vezes, na concessão de prisão domiciliar fundamentada na fragilidade de seu estado de saúde.

Entretanto, tais solicitações foram indeferidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, amparado por um laudo de uma junta médica da Polícia Federal que atestou a viabilidade de permanência do detento na unidade prisional, a qual dispõe de assistência médica contínua.

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