Bola de fogo gigante é avistada em 10 estados americanos e no Canadá; estrondo explosivo deixa moradores em pânico
Uma bola de fogo de brilho intenso surpreendeu moradores e mobilizou agências espaciais na manhã da última terça-feira. O fenômeno foi registrado por inúmeras testemunhas em uma vasta área que abrangeu os estados americanos de Delaware, Illinois, Indiana, Kentucky, Maryland, Michigan, Nova York, Ohio, Pensilvânia e Virgínia, além do Distrito de Columbia e da província de Ontário, no Canadá. De acordo com informações oficiais da NASA, o evento astronômico foi visível a olho nu, gerando relatos imediatos de luzes cortando a atmosfera em diferentes pontos da fronteira entre os Estados Unidos e o território canadense.
O objeto responsável pelo espetáculo luminoso foi identificado como um asteroide de aproximadamente 1,8 metro de diâmetro e massa estimada em 7 toneladas. A rocha espacial tornou-se incandescente sobre o Lago Erie, no norte de Ohio, deslocando-se em direção ao sudeste a uma velocidade impressionante de 72.000 quilômetros por hora. O trajeto foi interrompido quando a pressão atmosférica causou a fragmentação do asteroide sobre a localidade de Valley City, transformando o corpo sólido em uma sequência de detritos incandescentes.
Impacto atmosférico e chuva de meteoros
A desintegração do asteroide resultou em uma chuva de meteoros que atingiu as proximidades do Condado de Medina, também em Ohio. Durante o processo de fragmentação, a rocha espacial liberou uma energia colossal, equivalente à explosão de 250 toneladas de dinamite (TNT). Essa liberação súbita de energia gerou uma poderosa onda de choque que viajou através das camadas de ar até atingir o solo, resultando em estrondos sônicos potentes que foram ouvidos e sentidos por residentes locais, causando apreensão em diversas comunidades.
Embora o impacto sonoro e visual tenha sido marcante, a NASA informou que a maior parte da massa do objeto foi consumida durante a entrada na atmosfera. Eventos desta magnitude, apesar de raros em áreas densamente povoadas, são monitorados por redes de câmeras e sensores de infrassom para ajudar cientistas a entenderem melhor a dinâmica de pequenos corpos celestes que cruzam a órbita terrestre. Até o momento, não há registros de danos materiais significativos ou feridos em decorrência da queda dos fragmentos.