Aviões das IDF lançam bombardeios em todo o Líbano e mata chefe do Hezbollah após grupo vingar morte de Khamenei; vídeos

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As Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram drasticamente suas operações no Líbano nesta segunda-feira, confirmando a morte de Hussein Makled, apontado como o chefe do quartel-general de inteligência do Hezbollah. Segundo o comando israelense, Makled era o principal responsável por monitorar a movimentação das tropas de Israel e fornecer avaliações estratégicas para o grupo terrorista.

O ataque noturno na capital libanesa também resultou na morte de Adham al-Othman, comandante das Brigadas Al-Quds (Jihad Islâmica) no país, desferindo um golpe severo na estrutura de comando das organizações apoiadas pelo Irã.

Em resposta aos disparos de foguetes e drones realizados pelo Hezbollah contra o território israelense, a Força Aérea de Israel lançou uma onda massiva de ataques retaliatórios.

Aproximadamente 70 alvos, incluindo depósitos de armas e locais de lançamento, foram atingidos no sul do Líbano. Além disso, as operações miraram filiais da associação Al-Qard al-Hasan, instituição financeira utilizada pelo grupo para gerir salários, lavar dinheiro proveniente do Irã e adquirir armamento.

Governo Libanêst tenta Impor autoridade e ordena desarmamento

Diante da escalada da violência, o governo do Líbano emitiu uma diretriz inédita proibindo qualquer atividade militar ou de segurança do Hezbollah em solo nacional.

O primeiro-ministro Najib Mikati classificou as ações do grupo como ilegais e ordenou que as agências de segurança tomem medidas imediatas para impedir o lançamento de projéteis a partir do território libanês.

A decisão exige que o Hezbollah entregue suas armas ao Estado, em uma tentativa da liderança civil de retomar a soberania sobre as decisões de “guerra e paz”, as quais o presidente Joseph Aoun reiterou serem exclusivas do governo.

A reação do Hezbollah foi de condenação imediata. Representantes parlamentares do grupo classificaram a postura de Beirute como “arrogante”, afirmando que o governo deveria focar em rejeitar a agressão israelense em vez de desarmar a resistência.

O embate político interno ocorre após o Hezbollah ignorar os alertas de neutralidade emitidos por Beirute, rompendo o cessar-fogo que estava em vigor desde novembro de 2024 ao se envolver no conflito entre Israel e o regime iraniano.

Israel eleva o Tom: “Naim Qassem é o próximo alvo”

O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, subiu o tom da retórica ao declarar que o atual líder do Hezbollah, Naim Qassem, tornou-se a prioridade número um para eliminação. Katz alertou que o destino de Qassem será o mesmo de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, sugerindo que Israel não descansará até que a ameaça seja erradicada. Paralelamente, o Chefe do Estado-Maior, Tenente-General Eyal Zamir, reafirmou que o desarmamento do Hezbollah é uma exigência inegociável e que as operações não serão encerradas enquanto a ameaça na fronteira norte persistir.

Zamir destacou que os planos para uma ofensiva terrestre já foram aprovados e que todas as opções militares permanecem sobre a mesa. Segundo o comando militar, Israel está preparado para atuar em múltiplas frentes simultaneamente, aproveitando o momento em que o regime iraniano já se encontra enfraquecido por ataques anteriores. A mensagem enviada ao governo libanês foi clara: a falta de ação interna para conter o Hezbollah forçou Israel a agir com força total para proteger seus cidadãos.

Crise humanitária e ataques transfronteiriços

Enquanto o conflito se expande, o impacto civil torna-se evidente. O Ministério da Saúde do Líbano reportou a morte de pelo menos 31 pessoas em decorrência dos ataques desta segunda-feira. Milhares de civis começaram a fugir do sul do país em direção a Beirute e ao Monte Líbano, causando congestionamentos quilométricos na rodovia costeira de Sidon.

O governo libanês anunciou a abertura de dezenas de escolas para servirem como abrigos, embora a infraestrutura local ainda seja considerada insuficiente para a escala do deslocamento.

O alcance das hostilidades também ultrapassou as fronteiras regionais. Autoridades de Chipre relataram um ataque de drone contra a base aérea britânica de Akrotiri, na ilha mediterrânea, atribuído ao Hezbollah. O ataque causou danos à pista de pouso, embora outros drones tenham sido interceptados antes de atingirem o alvo.

Com o aumento das tensões, a porta-voz das IDF, Brigadeiro-General Effie Defrin, alertou que o Hezbollah escolheu iniciar esta campanha e “pagará um preço muito alto” pelas suas decisões.

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