Ataques aéreos russos: Kiev vive noite trágica com dezenas de mortos e feridos; mísseis danificam sede da UE; vídeos
O brutal ataque aéreo russo a Kiev deixou um rastro de destruição e morte, marcando o episódio mais letal na capital ucraniana desde a cúpula entre os líderes Vladimir Putin e Donald Trump no Alasca. Pelo menos 18 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas durante os bombardeios noturnos.
O Ministro do Interior da Ucrânia, Ihor Klymenko, confirmou que 12 das fatalidades ocorreram no distrito residencial de Darnytskyi, onde um prédio de cinco andares foi atingido. Entre as vítimas, três eram crianças de dois, 14 e 17 anos. As equipes de resgate continuam as buscas, pois dez pessoas ainda estão desaparecidas.
Outros bombardeios atingiram o distrito de Shevchenkivskyi, no centro da cidade, resultando na morte de mais uma pessoa. Nessa área, foram danificados edifícios importantes, como a sede da delegação da União Europeia e o escritório do British Council, que teve suas janelas estilhaçadas.

Respostas e reações
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, usou as redes sociais para condenar o ataque, afirmando que a ação da Rússia é uma “resposta clara” a todos que defendem um cessar-fogo e a diplomacia. Ele ressaltou que, em vez de negociar, a Rússia “escolhe a balística”.
A Força Aérea da Ucrânia informou que o país foi alvo de 629 mísseis e drones, um dos maiores ataques aéreos realizados pela Rússia. Embora a maioria tenha sido interceptada, cinco mísseis de alta velocidade – um Kinzhal, dois Iskanders e dois de cruzeiro – atingiram seus alvos.

Em resposta, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, declarou que a cidade terá um dia de luto, classificando a ação russa como um “ataque bárbaro”. Zelenskyy, por sua vez, pediu uma reação internacional e novas sanções contra a Rússia, incluindo por parte da China. Curiosamente, horas antes dos ataques, Pequim havia anunciado que Putin participará de um desfile militar na capital chinesa na próxima semana.
