Ataque massivo russo deixa milhões de ucranianos no escuro e sob frio extremo e deixa mortos e feridos

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A Ucrânia enfrentou, durante a última noite, um dos mais severos ataques aéreos deste ano, com a Rússia disparando uma combinação letal de mísseis e drones contra diversas regiões do país.

A ofensiva resultou na morte de pelo menos quatro pessoas e causou danos críticos aos sistemas de energia e aquecimento.

O presidente Volodymyr Zelenskiy detalhou que as forças russas mobilizaram quase 300 drones e 25 mísseis, entre modelos balísticos e de cruzeiro, atingindo oito províncias ucranianas e deixando milhões de civis expostos ao frio rigoroso do inverno.

Colapso energético em meio a temperaturas negativas

O principal alvo da operação russa foi a rede de energia do país. Instalações de geração e subestações foram severamente atingidas, forçando o Ministério da Energia a implementar cortes de emergência na capital, Kiev, e em regiões estratégicas como Odessa, Kharkiv e Donetsk. A DTEK, principal empresa privada do setor, confirmou que uma de suas usinas termelétricas sofreu danos graves em equipamentos essenciais. O impacto é agravado pelo clima extremo, com temperaturas que chegam a -13°C em Kiev, onde a interrupção do aquecimento compromete a sobrevivência básica da população.

Defesa aérea e o apelo por apoio internacional

Apesar da destruição, as unidades de defesa aérea ucranianas conseguiram interceptar 247 drones e sete mísseis. Zelenskiy aproveitou o episódio para reforçar a urgência de assistência militar contínua, afirmando que cada ataque serve como um lembrete de que o suporte ocidental não pode sofrer interrupções.

Segundo o líder ucraniano, o fornecimento diário de sistemas de defesa aérea é vital, especialmente durante este quarto inverno de guerra, que já se desenha como o mais sombrio e difícil desde o início da invasão em larga escala.

Vítimas civis e o avanço dos conflitos no leste

O rastro de destruição humana foi mais acentuado em Kharkiv, cidade próxima à fronteira, onde quatro pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas após um bombardeio que atingiu uma estação postal. Em Odessa e Kryvyi Rih, infraestruturas civis, escolas e gasodutos também foram danificados, deixando feridos e provocando incêndios.

Enquanto o Ministério da Defesa da Rússia alega que os ataques visam o “complexo militar-industrial”, Kiev denuncia uma estratégia de terror voltada a quebrar a resistência nacional através do sofrimento da população civil. No campo de batalha, as tropas russas mantêm um avanço lento e custoso na região de Donetsk, evidenciando a ausência de progressos diplomáticos reais às vésperas do quarto aniversário do conflito.

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