Ataque dos EUA ao Irã desencadeará “guerra regional” imediata, alerta Khamenei

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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, elevou o tom das advertências contra Washington ao afirmar que qualquer agressão militar dos Estados Unidos resultará em um conflito de proporções regionais.

Segundo informações da agência semioficial Tasnim, Khamenei destacou que o Irã não pretende iniciar hostilidades, mas prometeu uma resposta contundente a qualquer ataque.

O líder iraniano minimizou a intensificação da presença naval norte-americana no Oriente Médio, que hoje conta com um porta-aviões, seis destróieres e três navios de combate, descrevendo as movimentações como tentativas de intimidação que não afetarão a determinação do povo iraniano.

Repressão Interna e o embate com a União Europeia

Internamente, o regime enfrenta um cenário de instabilidade após uma onda de protestos contra o governo, descritos por Khamenei como uma tentativa de “golpe de Estado” frustrada. Enquanto dados oficiais contabilizam pouco mais de 3 mil mortes nos distúrbios, grupos de direitos humanos como o HRANA estimam que o número de vítimas fatais já ultrapasse 6.700.

Essa resposta violenta às manifestações motivou a União Europeia a classificar a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma organização terrorista, seguindo os passos de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália.

A decisão foi celebrada por Israel e defendida por lideranças europeias, como a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, que afirmou que regimes que matam seus próprios cidadãos caminham para a autodestruição.

Retaliação legislativa e o futuro diplomático

Em resposta à medida europeia, o Parlamento iraniano aprovou uma resolução que designa os exércitos dos países da União Europeia como grupos terroristas. Durante a sessão, marcada por forte simbolismo no aniversário do retorno de Khomeini do exílio, parlamentares vestiram uniformes da Guarda Revolucionária e entoaram cânticos contra o Ocidente.

O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que a ação da UE torna o bloco irrelevante na futura ordem mundial.

Apesar da retórica agressiva e das ameaças de Teerã contra alvos militares dos EUA e de Israel, o governo iraniano ainda mantém aberta a porta para uma solução diplomática, desde que as negociações sejam consideradas “justas” e não limitem suas capacidades defensivas.

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