Ataque contra general russo em Moscou foi planejado por Ucrânia com participação da Polônia, diz Rússia
Um tiroteio ocorrido na última sexta-feira, em frente a um edifício residencial no noroeste de Moscou, deixou gravemente ferido o general Vladimir Alekseyev, vice-chefe da inteligência militar da Rússia (GRU). O Serviço Federal de Segurança (FSB) confirmou que o oficial era o alvo direto do ataque.
De acordo com informações divulgadas pelas agências Interfax e Reuters, a porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia, Svetlana Petrenko, detalhou que o agressor disparou diversas vezes contra o general antes de conseguir escapar do local.
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Detenções internacionais e acusações de recrutamento
As investigações levaram à captura de Lubomyr Korba, um cidadão russo nascido na Ucrânia, que foi localizado e extraditado de Dubai para enfrentar acusações de tentativa de homicídio. Além de Korba, as autoridades russas efetuaram a prisão de um suposto cúmplice na capital russa, enquanto uma mulher, também suspeita de envolvimento na logística do crime, teria conseguido atravessar a fronteira para a Ucrânia.
O FSB alega ainda que a inteligência da Polônia teria atuado no recrutamento de Korba para a operação, embora não tenham sido apresentadas provas públicas que sustentem a participação polonesa até o momento.
Kiev nega participação e Lavrov aponta motivação política
Em resposta às acusações vindas de Moscou, o governo ucraniano rechaçou qualquer ligação com o episódio. O vice-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, declarou formalmente que Kiev não possui relação com o atentado. Por outro lado, o chanceler russo Sergey Lavrov sugeriu que o ataque contra Alekseyev possui um caráter estratégico, podendo ter sido planejado com o intuito específico de sabotar as atuais negociações de paz.
O histórico controverso do General Alekseyev
O alvo do ataque é uma figura central e controversa na estrutura de segurança da Rússia. O general Vladimir Alekseyev possui um histórico de atuação em operações sensíveis, tendo sido ligado ao envenenamento de Sergei Skripal no Reino Unido e a diversos ataques cibernéticos, razões pelas quais sofre sanções das potências ocidentais.
No campo de batalha, ele coordenou negociações durante o cerco à siderúrgica Azovstal, em Mariupol, e ganhou destaque mediático ao atuar como interlocutor durante a breve rebelião de Yevgeny Prigozhin e o Grupo Wagner em 2023.


