Ataque ao Irã em “estágio avançado”: EUA preparam ofensiva militar e cibernética
O governo dos Estados Unidos intensificou os preparativos para uma possível intervenção militar contra o Irã, com planos estratégicos que já estariam em fase avançada de elaboração. Segundo declarações de um oficial americano à rede Al Jazeera, as opções de ataque estão sendo constantemente revisadas e adaptadas conforme a evolução do cenário na região.
A fonte enfatizou que as tropas dos EUA baseadas no Oriente Médio operam em estado de alerta máximo, prontas para executar missões defensivas ou ofensivas para salvaguardar os interesses de Washington diante de qualquer eventualidade.
Este endurecimento na postura militar ocorre em paralelo a movimentações diplomáticas nos bastidores. Recentemente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, teria buscado contato direto com Steve Witkoff, enviado especial do governo Trump, para tratar da onda de manifestações que sacode a República Islâmica.
Embora Teerã tenha solicitado a retomada das negociações sobre o acordo nuclear, o presidente Donald Trump sugeriu que uma ação de força pode preceder qualquer encontro diplomático, afirmando que o governo iraniano estaria “cansado” da pressão exercida pelos Estados Unidos.
Crise humanitária e escalada da violência interna
Enquanto as ameaças externas crescem, a situação interna no Irã atinge níveis críticos de violência. Relatórios divulgados pela agência de ativistas HRANA indicam que, em apenas 15 dias de protestos, o número de mortos já ultrapassa a marca de 540 pessoas.
O balanço inclui manifestantes, agentes de segurança e civis, além de relatos alarmantes sobre a morte de menores de idade. A repressão estatal também resultou em mais de 10 mil prisões, enquanto organizações de direitos humanos ainda investigam centenas de outras mortes reportadas durante os confrontos que entram em sua terceira semana.
O cenário de instabilidade tem sido o principal combustível para as declarações de Trump, que não descarta o uso da força militar para intervir no país. O presidente norte-americano declarou a bordo do Air Force One que a coordenação para uma reunião com os líderes iranianos está em andamento, mas reiterou que o momento exige cautela e, possivelmente, uma demonstração de força antes que qualquer aperto de mãos formal ocorra.
Estratégias cibernéticas e medidas não letais
Além da mobilização de tropas e armamentos convencionais, a Casa Branca avalia ofensivas no campo digital. Informações do The Wall Street Journal revelam que a cúpula de segurança de Trump — incluindo o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário da Guerra Pete Hegseth — deve apresentar ao presidente um conjunto de táticas não letais nesta terça-feira.
Entre as propostas está o emprego de armas cibernéticas secretas contra infraestruturas estratégicas do Irã, visando atingir tanto alvos militares quanto sistemas civis.
Essa abordagem cibernética é vista como uma forma de enfraquecer o regime de Teerã sem necessariamente iniciar um conflito terrestre imediato, embora o alto comando militar já tenha deixado claro que a prontidão para uma missão de larga escala é total.
A reunião decisiva em Washington deve definir se os EUA optarão pelo ataque digital, pela intervenção direta ou por uma combinação de pressões que force o Irã a aceitar novos termos nucleares sob a mira de armas avançadas.


