Asteroide passará “raspando” a Terra nesta semana, diz NASA

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A NASA, por meio do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), está monitorando uma série de rochedos espaciais que estão realizando aproximações com o nosso planeta nesta semana. São, ao todo, seis asteroides sob observação, incluindo um do tamanho de um estádio de futebol e outro que se move a mais de 53 mil quilômetros por hora.

O principal alvo de atenção é o asteroide 2025 XN4, com diâmetro estimado em 11,6 metros, que se aproxima da Terra a uma velocidade impressionante de mais de 53.000 km/h. Segundo o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, sua maior aproximação é esperada para esta terça-feira, quando passará a uma distância cosmicamente mínima de 198.000 quilômetros do planeta.

Outros objetos também estão sendo rastreados, como o asteroide 2025 XX2, do tamanho de um ônibus (10 metros de diâmetro), que se aproxima a cerca de 29.000 km/h e fará sua maior aproximação na segunda-feira, a 933.000 quilômetros de distância. Além deles, a agência espacial acompanha dois rochedos do tamanho de um avião (2016 YH e 2025 TZ) e o 2025 WA3, que possui o porte de um estádio.

O que são objetos próximos à Terra?

Asteroides são remanescentes rochosos da formação do Sistema Solar, ocorrida há cerca de 4,6 bilhões de anos, e se concentram majoritariamente entre as órbitas de Marte e Júpiter.

A NASA classifica como “Objetos Próximos da Terra” (Near-Earth Objects – NEOs) aqueles cuja órbita os traz a uma distância de até 120 milhões de milhas do Sol, inserindo-os na vizinhança orbital do nosso planeta.

A agência espacial faz um alerta de que, embora a maioria dos NEOs possua órbitas que não os aproximam o suficiente para representar risco de impacto, uma pequena parcela requer atenção especial: os Asteroides Potencialmente Perigosos (APPs).

Risco e vigilância: ameaça potencial

Os APPs são definidos como objetos com mais de 140 metros de diâmetro e cujas órbitas os aproximam a até 7,4 milhões de quilômetros da órbita terrestre.

Paul Chodas, gerente do CNEOS, explicou que a designação de “potencialmente perigoso” é uma precaução de longo prazo. “Significa simplesmente que, ao longo de muitos séculos e milênios, a órbita do asteroide pode evoluir para uma que tenha probabilidade de colidir com a Terra.”

A agência espacial reforça que, apesar da quantidade de APPs em nosso sistema, é improvável que algum deles atinja o planeta em um futuro próximo. A vigilância constante é essencial. Um exemplo recente foi o asteroide 2024 YR4, que chegou a ter uma probabilidade de impacto de 3,1% em 2032 em dados iniciais, mas estudos posteriores da NASA descartaram o risco significativo para aquele período.

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