“Arrogância causará sua queda”: Khamenei prevê fim de Trump sob ameaça de intervenção no Irã

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O cenário de tensão entre Teerã e Washington atingiu um novo patamar após declarações incisivas do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Em pronunciamento à nação, a autoridade máxima iraniana previu que a postura considerada “arrogante” do presidente Donald Trump será o catalisador de sua própria queda.

Khamenei traçou um paralelo histórico, argumentando que regimes despóticos e potências que agem com complacência excessiva costumam ser derrubados justamente quando atingem o ápice de sua soberba. Além das críticas à postura diplomática, o aiatolá sugeriu que a administração americana deveria focar na resolução de seus dilemas internos antes de intervir em questões estrangeiras.

Segundo o líder, os Estados Unidos enfrentam uma série de incidentes domésticos que demandariam a atenção prioritária de seu governante.

Acusações de crimes de guerra e embates diretos

A retórica de Khamenei também assumiu um tom de responsabilização direta ao associar o presidente Trump à morte de cidadãos iranianos durante um recente conflito de 12 dias. O líder afirmou que o sangue de mais de mil compatriotas — incluindo civis, cientistas e lideranças militares — recai sobre as decisões da Casa Branca.

Esta acusação surge como uma contraofensiva às declarações de Trump, que prometeu reações severas e ataques de “grande força” caso as autoridades iranianas utilizassem violência letal contra os manifestantes que ocupam as ruas do país.

Donald Trump, por sua vez, tem utilizado seus canais oficiais para exaltar a coragem do povo iraniano e defender o direito à liberdade, classificando a situação atual da República Islâmica como uma degradação de uma nação que outrora foi uma grande potência.

O avanço dos protestos e a crise humanitária

Enquanto o embate diplomático escala, o Irã enfrenta uma onda de protestos motivada pela severa crise econômica e pela desvalorização acelerada da moeda nacional. O movimento ganhou fôlego renovado após a convocação de Reza Pahlavi, filho do último xá, que vive no exílio. Os confrontos tornaram-se violentos em diversas regiões, com registros de baixas entre as forças de segurança em cidades como Teerã e Kermanshah.

O custo humano das manifestações, no entanto, é alarmante. De acordo com monitoramento da ONG Iran Human Rights, o número de civis mortos já ultrapassa a marca de 45 vítimas, entre as quais encontram-se oito crianças. Além do saldo de óbitos, o governo intensificou a repressão, resultando na detenção de mais de duas mil pessoas desde o início do levante em dezembro.

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