Após queda de Maduro, Trump alerta que forças americanas seguem em prontidão para uma “segunda onda” de ataques, ainda maior

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Em uma coletiva de imprensa realizada neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou um alerta contundente sobre a continuidade das operações militares em território venezuelano. Segundo o mandatário, Washington mantém prontidão para desferir um segundo ataque contra o país sul-americano caso julgue necessário.

Trump enfatizou que, embora uma nova ofensiva tenha sido planejada como uma etapa natural da operação, o sucesso da incursão inicial pode tornar essa medida desnecessária. No entanto, ele garantiu que, se acionada, a “segunda onda” será significativamente maior que a primeira.

A estratégia militar adotada pelos EUA focou, até o momento, em pontos estratégicos de Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira e Aragua. O presidente americano reiterou que a eficácia da primeira investida superou as expectativas, mas reforçou que as forças armadas permanecem em alerta máximo para garantir que os objetivos da Casa Branca sejam plenamente atingidos.

Captura de Maduro e exigência de prova de vida

O desdobramento mais crítico da operação foi a captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Trump confirmou que ambos foram retirados da Venezuela durante os ataques noturnos. A notícia foi posteriormente ratificada pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que reagiu com veemência à ação. Em tom de urgência, Rodríguez exigiu que o governo dos Estados Unidos apresente “provas de vida imediatas” do casal, responsabilizando Washington pela integridade física dos líderes capturados.

No campo jurídico, a Procuradora-Geral dos EUA, Pamela Bondi, detalhou o destino do ex-mandatário venezuelano. Segundo Bondi, Maduro e Flores enfrentarão o rigor do sistema judiciário americano em solo nova-iorquino. O líder venezuelano foi indiciado no Distrito Sul de Nova York por crimes graves, incluindo conspiração narcoterrorista, importação de cocaína e posse de armamento pesado e dispositivos destrutivos destinados a atingir os interesses dos Estados Unidos.

Caracas denuncia violação de soberania internacional

A resposta oficial do governo venezuelano classificou o bombardeio aéreo como uma “agressão militar extremamente grave”. Por meio de nota oficial, Caracas denunciou que o ataque às cidades centrais do país representa uma violação direta da Carta das Nações Unidas. O comunicado destaca o desrespeito aos princípios de soberania e igualdade jurídica entre as nações, além de ignorar a proibição do uso da força nas relações internacionais.

Para as autoridades venezuelanas, a intervenção militar americana não apenas desestabiliza a paz na América Latina e no Caribe, mas também coloca em risco iminente a vida de milhões de cidadãos. O governo local apela à comunidade internacional para que reconheça a gravidade do ato, que classificam como um atentado à estabilidade global.

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