Alexandre de Moraes rejeita pedido de Bolsonaro para cumprir pena em casa por motivos de saúde
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o novo pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em decisão divulgada nesta quinta-feira (1º), o magistrado reafirmou que não existem fundamentos jurídicos para alterar o regime de custódia atual.
Segundo Moraes, os advogados não trouxeram fatos novos que pudessem invalidar as decisões anteriores, destacando que o cenário permanece marcado pelo descumprimento de medidas cautelares e por indícios de tentativas de fuga no passado, incluindo a danificação proposital de tornozeleira eletrônica.
Avaliação do estado de saúde e estrutura médica
A solicitação da defesa baseava-se na recuperação de Bolsonaro após uma série de cirurgias eletivas realizadas recentemente. No entanto, o ministro pontuou que os laudos médicos indicam uma melhora progressiva no quadro clínico, e não um agravamento que justificasse o benefício da prisão domiciliar.
Moraes ressaltou que a Superintendência da Polícia Federal em Brasília possui estrutura completa para garantir a continuidade do tratamento, incluindo plantão médico 24 horas, acesso aos médicos particulares do ex-presidente, suporte de fisioterapia e permissão para o recebimento de refeições preparadas pela família.
Histórico de procedimentos e internação
Bolsonaro está internado em uma unidade de saúde em Brasília desde o dia 24 de dezembro. O período hospitalar começou com uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, autorizada previamente pelo STF. Na sequência, a equipe médica realizou intervenções adicionais para tratar crises persistentes de soluços, que envolveram bloqueios nos nervos frênicos de ambos os lados e um procedimento de reforço cirúrgico.
Próximos passos após a alta
Exames recentes, como uma endoscopia realizada na última quarta-feira (31), identificaram quadros de esofagite e gastrite, além do uso de medicação antidepressiva durante o período de internação. Apesar dessas condições, a previsão de alta hospitalar foi mantida pelos médicos para esta quinta-feira.
Assim que deixar o hospital, o ex-presidente deverá retornar imediatamente às instalações da Polícia Federal para dar continuidade ao cumprimento de sua pena, conforme determinado pela decisão judicial.


