Alessandro Vieira confirma 29 assinaturas para instalar CPI do Caso Master contra Moraes e Toffoli
O cenário político em Brasília ganhou novos contornos nesta segunda-feira (9) com o anúncio feito pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O parlamentar confirmou ter reunido 29 assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as conexões entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e o Banco Master.
O volume de adesões já supera o mínimo necessário para a viabilização do colegiado, embora Vieira pretenda ampliar ainda mais esse apoio antes de oficializar o protocolo.
O posicionamento do senador
Através de suas redes sociais, o congressista enfatizou que a iniciativa não busca uma condenação prévia, mas sim uma apuração rigorosa para restaurar a credibilidade institucional do país.
Segundo Vieira, o objetivo central é garantir que todos os cidadãos, independentemente do cargo que ocupem, estejam submetidos ao mesmo rigor legal. Ele defende que a transparência nesse processo é fundamental para a manutenção da saúde democrática e republicana do Brasil.
Defesa e justificativas da advocacia
Em paralelo às movimentações no Senado, a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, manifestou-se publicamente sobre o caso. Barci negou ter tido conhecimento ou recebido mensagens de Daniel Vorcado, proprietário do Banco Master, que questionavam sobre o andamento de processos ou possíveis bloqueios.
Pela primeira vez, ela detalhou a natureza de sua consultoria para a instituição financeira, informando a entrega de 36 pareceres jurídicos e a participação em quase uma centena de reuniões técnicas.
Controvérsias sobre honorários e atuação
A investigação ganha tração devido aos valores envolvidos em um contrato de prestação de serviços que previa o pagamento de R$ 129 milhões à advogada em um período de três anos. A cifra, descoberta pela Polícia Federal em aparelhos apreendidos com empresários no final do ano passado, gerou questionamentos nos bastidores políticos e jurídicos.
O ponto de maior atenção para os investigadores e para o senador autor do pedido de CPI é o contraste entre o vultoso montante financeiro e a baixa frequência de atuação formal de Viviane Barci em processos judiciais que envolvem diretamente o banco.