Alemanha pede saída imediata de cidadãos do Irã
O governo alemão está pedindo a seus cidadãos que saiam do Irã e evitem novas viagens para o país. A decisão, anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, surge de temores de que o Irã possa tomar medidas retaliatórias após a Alemanha, França e Reino Unido iniciarem um processo para reimpor sanções da ONU contra o programa nuclear iraniano.
O movimento de Berlim faz parte de uma escalada diplomática. Na quinta-feira, os três países europeus — conhecidos como E3 — deram o primeiro passo para restabelecer as sanções da ONU que haviam sido suspensas em 2015 como parte do acordo nuclear, o Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA). O acordo previa que o Irã limitaria seu programa nuclear em troca do alívio das sanções.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, o Irã tem violado repetidamente os termos do acordo. O Irã, por sua vez, defende que suas violações são uma resposta à retirada dos EUA do JCPOA em 2018, sob o então presidente Donald Trump.
“Representantes do governo iraniano já ameaçaram com consequências no passado, e não podemos descartar que cidadãos e interesses alemães sejam afetados por contramedidas no Irã”, afirmou o ministério em um comunicado oficial.
O Irã condenou a ação dos países do E3, chamando-a de “escalada provocativa e desnecessária”, e prometeu “respostas apropriadas”. As sanções da ONU que podem ser restabelecidas incluem um embargo de armas, restrições a mísseis balísticos, congelamento de ativos e proibições de viagem.
Essa escalada diplomática aumenta o risco para estrangeiros no Irã, justificando o alerta de viagem emitido pela Alemanha.
