Alcolumbre nega pedido para anular quebra de sigilo de Lulinha e impõe derrota à base na CPMI do INSS
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu nesta terça-feira (3) manter a validade da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, aprovada pela CPMI do INSS no final de fevereiro. Após avaliar questionamentos da base governista e consultar a advocacia da Casa, Alcolumbre afirmou em plenário que não foram encontradas evidências claras de irregularidades no processo.
Segundo o senador, a suposta violação das normas regimentais apontada por aliados do governo não se mostrou inequívoca, o que garantiu a continuidade das investigações sobre o filho do presidente da República.
Votação simbólica e conflito em plenário
A controvérsia que chegou à presidência do Senado teve origem em uma sessão marcada por alta voltagem política e agressões físicas. A aprovação dos requerimentos ocorreu por meio de votação simbólica, método no qual o resultado é determinado pelo contraste visual dos parlamentares presentes.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana, conduziu a contagem desconsiderando os votos de suplentes, o que garantiu a vitória da oposição por um placar de sete votos contra a pauta. A decisão gerou indignação imediata entre os governistas, resultando em um tumulto que envolveu empurrões e socos entre deputados de diferentes espectros políticos, exigindo a intervenção de colegas para separar os envolvidos.
Defesa do regimento e próximos passos
Em resposta às críticas sobre sua condução, o senador Carlos Viana reiterou que agiu estritamente dentro das normas do Senado e da própria CPMI. Para o presidente do colegiado, o governo tentou derrubar a pauta completa e, ao sair derrotado no voto, buscou judicializar o rito interno.
Além da manutenção do sigilo de Lulinha, a comissão segue avançando em outras frentes de investigação. Foram confirmadas as convocações de figuras estratégicas, como o ex-assessor Gustavo Gaspar e o ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, que deverão prestar depoimento para esclarecer as suspeitas de irregularidades no sistema previdenciário.