A era dos ciborgues? Neuralink prepara produção em larga escala em 2026 de interfaces cérebro-máquina

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O bilionário Elon Musk anunciou novos marcos ambiciosos para a Neuralink, sua startup de neurotecnologia. De acordo com o empresário, a companhia pretende iniciar a fabricação em larga escala de seus dispositivos de interface cérebro-computador ainda em 2026. A estratégia prepara o terreno para um salto tecnológico no próximo ano, quando Musk planeja implementar um sistema de implante quase totalmente automatizado, reduzindo a complexidade das intervenções em humanos.

Fundada em 2016, a Neuralink desenvolve microchips implantáveis que traduzem sinais cerebrais em comandos digitais, permitindo que usuários controlem computadores e outros dispositivos apenas com o pensamento.

Embora Musk vislumbre um futuro onde a consciência humana possa se fundir à inteligência artificial, o foco imediato da empresa permanece clínico. O objetivo central é devolver a independência a pacientes com condições neurológicas severas, incluindo paralisia, deficiência visual e doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer.

Para viabilizar a expansão do uso desses chips, a Neuralink trabalha na simplificação do processo médico. Musk detalhou que, a partir de 2026, a meta é realizar cirurgias simplificadas onde o robô cirurgião insere os filamentos do dispositivo através da dura-máter — a membrana protetora do cérebro — sem a necessidade de removê-la.

O dispositivo, que possui dimensões semelhantes às de uma moeda, conecta-se ao tecido cerebral por meio de fios ultrafinos, com espessura 20 vezes menor que um fio de cabelo humano, garantindo uma integração de alta precisão.

Expansão e escala global

Os avanços recentes sustentam o otimismo da companhia. Até setembro de 2025, a Neuralink já contabilizava 12 pacientes utilizando ativamente os implantes ao redor do mundo. No entanto, os planos de Musk são consideravelmente maiores: a expectativa é que o número de usuários ultrapasse a marca de mil pessoas até o final de 2026. Para suportar esse crescimento, a empresa iniciou um movimento agressivo de contratações, buscando especialistas em microfabricação e técnicos de manufatura para acelerar suas linhas de produção.

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