Terremoto violento no Panamá de 7,6 ativa alerta de tsunami em países da América Latina e espalha pânico
O Instituto de Geociências da Universidade do Panamá detalhou que o evento sísmico principal ocorreu pouco antes das 13h, no horário local, tendo como referência a cidade de Tonosí. Logo em seguida, às 13h22, um segundo abalo de magnitude 6,0 atingiu a mesma região. A sequência de tremores gerou instabilidade contínua, contabilizando 13 réplicas oficiais até as 13h30.
Impacto na capital e danos estruturais
Os reflexos do forte abalo foram intensamente sentidos na Cidade do Panamá, onde testemunhas relataram prédios balançando e moradores assustados deixando edifícios para aguardar notícias em áreas externas. Em âmbito nacional, jornais locais como o La Prensa confirmaram evacuações em massa de escolas, residências e edifícios corporativos.
Imagens divulgadas após o desastre revelaram cenários de destruição severa, especialmente na cidade de Penonomé, onde construções históricas e civis sofreram danos estruturais consideráveis, incluindo a Catedral de São João Batista. A força do solo rompido também comprometeu a infraestrutura rodoviária, com registros de uma estrada a oeste da capital completamente partida ao meio.
Mobilização governamental e suspensão de voos
Diante da gravidade da situação, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, utilizou as redes sociais para instar a população à serenidade, enfatizando que o episódio não deve servir de pretexto para tumultos ou alarde desnecessário.
Os setores de infraestrutura e transporte também sentiram o impacto imediato. O Aeroporto Internacional de Tocumen acionou prontamente seus protocolos de segurança, determinando a evacuação preventiva de passageiros e funcionários e a suspensão temporária dos voos. Em nota oficial, a administração do terminal informou que as atividades normais só serão retomadas após uma vistoria completa nas condições de segurança e na torre de controle.
Alerta internacional de tsunami
O potencial destrutivo do evento sísmico mobilizou órgãos internacionais de monitoramento. O USGS emitiu alertas sobre o risco de ondas anômalas e perigosas ao longo das faixas costeiras da Costa Rica, Equador, Peru, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e México. Inicialmente incluído na zona de risco, o Chile teve o seu alerta de tsunami cancelado pelas autoridades locais no final da tarde, por volta das 16h18.