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Irã mira alvos americanos na Europa após avanço do conflito com Trump

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O governo do Irã avalia expandir o alcance de suas operações militares e atingir alvos norte-americanos em território europeu em resposta a um eventual agravamento do conflito por Washington, segundo informações divulgadas pelo Financial Times. Fontes ligadas ao governo de Teerã indicam que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) reformulou sua doutrina defensiva para permitir retaliações fora do Oriente Médio, prevendo a iminência de um embate direto com os Estados Unidos. A mudança estratégica acompanha a recente nomeação de figuras da linha-dura para a segurança nacional pelo Líder Supremo, Aiatolá Mukhtaba Khamenei, respaldando a premissa de que o país responderá além de suas fronteiras regionais caso os limites sejam ultrapassados.

Entre os pontos mapeados pelo planejamento militar iraniano destaca-se a base aérea de Bezmer, na Bulgária, recentemente autorizada pelo governo local para reabastecimento de aeronaves americanas. O plano de ação contempla também operações em Chipre, próximo à base militar britânica de Akrotiri, instalações que já foram alvo de ataques por drones no início deste ano. Além das bases militares, a nova abordagem projeta ações contra a infraestrutura de cabos submarinos de fibra óptica no Estreito de Ormuz, visando provocar severas interrupções nas comunicações globais.

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Limitações operacionais e cenário regional

Apesar do alerta, especialistas questionam a eficácia prática dessas ameaças no continente europeu. Análises do Royal United Services Institute apontam que, embora o risco de mísseis de médio alcance atingirem o sul da Europa seja real, a capacidade defensiva e de impacto decisivo do Irã diminui consideravelmente a longas distâncias. Paralelamente, o clima de hostilidade na região permanece crítico, refletido no baixo tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e no rompimento das relações comerciais entre os Emirados Árabes Unidos e o Irã após a detecção de disparos de mísseis balísticos.

Reconfiguração das forças norte-americanas

Diante do cenário de hostilidades prolongadas, o governo dos Estados Unidos estuda reestruturar sua presença militar no Oriente Médio. De acordo com o Washington Post, o Departamento de Guerra analisa a viabilidade de retirar contingentes de bases estratégicas no Golfo Pérsico, instalações que enfrentaram sucessivos ataques iranianos ao longo dos últimos meses.

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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