O sol artificial da China dá salto tecnológico histórico rumo à energia de fusão ilimitada; vídeos

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A China alcançou um marco significativo em seu programa de desenvolvimento do reator de fusão nuclear EAST, apelidado de “sol artificial”. O país concluiu com sucesso dois componentes supercondutores cruciais, após passarem por rigorosos testes de parâmetros e aprovação de especialistas no Instituto de Física de Plasma da Academia Chinesa de Ciências (ASIPP), consolidando um passo importante rumo à energia de fusão controlada.

O primeiro grande componente é um ímã supercondutor toroidal em forma de D, com dimensões impressionantes de 21 metros de comprimento, 12 metros de largura e 582 toneladas de peso. Trata-se do maior ímã do tipo já construído para reatores de fusão, superando o Reator Experimental Termonuclear Internacional (ITER) com um volume 1,3 vezes maior e uma energia armazenada três vezes superior. De acordo com pesquisadores do ASIPP, esse equipamento atua como uma poderosa “gaiola magnética”, utilizando campos magnéticos intensos para confinar o plasma e manter uma temperatura de 100 milhões de graus suspensa dentro da câmara de vácuo.

Desempenho e autossuficiência tecnológica

Além do ímã, a nova bobina supercondutora — considerada o “coração energético” do sistema — foi aprovada em testes após demonstrar corrente estável e alcançar recordes internacionais em indicadores como energia armazenada e resistência da junção. O principal diferencial desse progresso, segundo a direção do ASIPP, é a completa autossuficiência tecnológica da China. Toda a cadeia de manufatura, abrangendo materiais supercondutores, aço criogênico, projeto estrutural e enrolamento de precisão, foi produzida internamente, rompendo barreiras estrangeiras e gerando 47 patentes ao longo de seis anos de desenvolvimento.

Próximos Passos e cronograma futuro

Com a conclusão e os testes bem-sucedidos dos ímãs supercondutores — que representam cerca de 80% de todo o trabalho técnico necessário —, o projeto avança para a fase final. O cronograma oficial prevê que o dispositivo experimental compacto de fusão seja finalizado até o final de 2027. Posteriormente, a expectativa é que a geração de eletricidade por fusão comece por volta de 2030, abrindo caminho para a implementação definitiva do Reator de Demonstração de Fusão de Engenharia da China.

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