Master recorreu a escritório da família de Alexandre de Moraes sobre investimentos de previdência
Em julho de 2024, em meio a uma crise de credibilidade no mercado financeiro, o Banco Master buscou respaldo jurídico contratando o escritório Barci de Moraes — banca ligada à família do ministro do STF Alexandre de Moraes. O objetivo da consulta era avaliar a viabilidade de captar recursos de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Conforme reportagem publicada com exclusividade pelo portal Metrópoles, o parecer foi assinado por três advogadas, incluindo a filha e a cunhada do ministro.
O documento concluiu que não existiam impedimentos legais para que a instituição financeira recebesse investimentos provenientes de fundos de servidores públicos estaduais e municipais. Apesar do aval, as advogadas emitiram alertas rigorosos, destacando a necessidade de atenção a riscos associados a corrupção e conflitos de interesse na condução dessas operações financeiras.
Investigações da Polícia Federal e escândalo no Rioprevidência
Logo após a emissão do parecer, o cenário se complicou para a instituição. A Polícia Federal (PF) deflagrou ao menos quatro operações para apurar possíveis irregularidades em aplicações financeiras que envolviam os recursos do RPPS em letras financeiras e fundos administrados pelo Banco Master. As autoridades passaram a examinar minuciosamente a regularidade das transações e as circunstâncias em que os aportes foram efetuados.
A principal dessas ações mirou um montante expressivo de aproximadamente R$ 3,6 bilhões em investimentos realizados pelo Rioprevidência. No decorrer das diligências, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro. Enquanto o conteúdo do documento preventivo do escritório Barci de Moraes se tornava público graças ao furo do portal Metrópoles, os desdobramentos dos inquéritos sobre os fundos de previdência no Banco Master continuavam avançando na esfera federal.