Ataques pesados da Rússia com mísseis matam dezenas e desligam energia de Kiev, e Zelensky implora por ajuda de Trump
Após um devastador ataque russo que resultou na morte de pelo menos 18 pessoas e deixou dezenas de feridos, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, fez um apelo urgente a Donald Trump para o envio de mísseis Patriot. A ofensiva da Força Aérea Russa envolveu o disparo noturno de 73 mísseis, incluindo oito projéteis hipersônicos Tsirkon, além de 656 drones. As investidas militares concentraram-se fortemente contra a capital, Kiev, além das cidades de Dnipro, Zaporíjia, Poltava e Kharkiv.
Diante do cenário de destruição, Zelenskyy utilizou as redes sociais para classificar a ação como uma demonstração transparente das intenções russas, alertando que os bombardeios persistirão caso a Ucrânia continue vulnerável a mísseis balísticos. O líder ucraniano enfatizou a necessidade de a Europa possuir seus próprios sistemas antibalísticos e reiterou a dependência crucial do suporte norte-americano. Embora as forças de defesa tenham interceptado cerca de metade dos artefatos disparados, mais de 30 atingiram alvos civis, evidenciando a escassez de interceptores Patriot no arsenal de Kiev.
A busca por assistência militar levou Zelenskyy a enviar cartas formais à Casa Branca e ao Congresso dos Estados Unidos, descrevendo os mísseis Patriot como ferramentas vitais para neutralizar a última grande vantagem de Moscou no campo de batalha. No entanto, a administração de Donald Trump não respondeu prontamente aos apelos ucranianos, num contexto em que centenas de mísseis desse tipo foram mobilizados em fevereiro durante as operações envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã.
A dinâmica do confronto e os custos humanos em Dnipro
Apesar da intensidade dos bombardeios, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, avaliou que a ofensiva russa reflete o esgotamento de opções estratégicas por parte de Vladimir Putin. Sybiha destacou o avanço da campanha aérea ucraniana, que tem atingido com sucesso refinarias de petróleo, infraestruturas portuárias em território russo e um corredor terrestre estratégico rumo à Crimeia. Para o chanceler, as táticas de Moscou representam o uso do terror por parte de um governo que acumula perdas no teatro de operações convencional.
O impacto humanitário mais severo foi registrado em Dnipro, onde pelo menos 12 pessoas morreram e 37 ficaram feridas. Entre as vítimas fatais estava uma criança de três anos, soterrada após o desabamento de um edifício residencial de quatro andares. As equipes de resgate também sofreram baixas, com a morte de um socorrista durante um ataque duplo na mesma localidade.
O prefeito de Dnipro, Borys Filatov, utilizou canais oficiais para acusar Moscou de empregar deliberadamente munições de fragmentação em áreas urbanas densamente povoadas, visando maximizar o número de vítimas civis. Relatórios do governador regional, Oleksandr Hanzha, confirmaram a destruição generalizada de prédios residenciais, veículos e áreas de lazer infantis, com hospitais locais recebendo dezenas de cidadãos feridos por estilhaços e fraturas severas.
Impactos na capital e a resiliência civil
Em Kiev, as explosões forçaram a população a buscar refúgio em estações de metrô, subsolos e corredores, enquanto colunas de fumaça cobriam o horizonte da cidade. No distrito de Podilskyi, o desabamento parcial de um prédio de nove andares mobilizou equipes de emergência para resgatar moradores presos nos escombros. Paralelamente, o prefeito Vitali Klitschko informou que a queda de destroços provocou incêndios em estruturas residenciais e nas proximidades de uma creche no distrito de Obolon. O bombardeio foi comparado pelo escritor Illia Ponomarenko aos ataques históricos de foguetes alemães contra Londres, sendo descritos como atos de violência fúteis que não garantirão a vitória russa.
Os danos severos à infraestrutura urbana resultaram na interrupção do fornecimento de energia elétrica para cerca de 140 mil moradores da capital, conforme dados divulgados pela companhia elétrica DTEK. Operações de emergência conseguiram restabelecer o serviço para a maioria dos afetados, embora os trabalhos tenham sido marcados pelo ferimento de dois engenheiros da empresa. Entre os relatos de sobreviventes, cidadãos descreveram o momento em que as ondas de choque destruíram completamente suas habitações, evidenciando o impacto imediato do conflito na vida da população civil.
A ofensiva russa ocorreu logo após advertências prévias emitidas pelo serviço de inteligência ucraniano, que antecipavam um ataque em larga escala. Dias antes, o governo de Moscou havia anunciado a intenção de realizar ataques sistemáticos contra centros de comando e estruturas em Kiev, orientando cidadãos estrangeiros a deixarem a região. A escalada discursiva e militar seguiu-se a um ataque ucraniano contra uma base de comando de drones na região de Luhansk, controlada pela Rússia, consolidando um ciclo de retaliações intensas entre as duas nações.
A Ucrânia segue dependendo crucialmente da agilidade de seus aliados ocidentais para recompor suas linhas de defesa aérea antes que novos ataques comprometam ainda mais a infraestrutura do país. Você gostaria de focar em algum aspecto específico desta cobertura, como os detalhes dos sistemas Patriot ou a reação internacional?