SP investiga caso suspeito de ebola em paciente internado no Emílio Ribas
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, através da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), informou que está monitorando um caso suspeito de ebola neste sábado (30). O paciente, um homem de 37 anos originário da República Democrática do Congo — país onde o vírus permanece em circulação —, deu entrada em uma unidade de saúde apresentando sintomas característicos, como febre, após viagem recente ao local.
O homem encontra-se internado em regime de isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Até o momento, a situação é tratada como uma investigação preventiva, uma vez que ainda não há confirmação laboratorial para a presença do vírus.
Protocolos de segurança e transmissão
O vírus ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, tecidos, secreções ou outros fluidos corporais de indivíduos que já apresentem sintomas da infecção. Diante do risco, a CCD revisou na última semana as orientações destinadas à rede pública de saúde, enfatizando a necessidade rigorosa de isolamento para casos suspeitos. A Secretaria reforça que qualquer ocorrência que levante suspeita deve ser comunicada de imediato à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE.
Embora o Brasil não tenha registrado casos autóctones — contraídos dentro do território nacional — de ebola, a doença é acompanhada com cautela desde que foi classificada como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em 2014, período em que houve alerta também em São Paulo.
Sintomatologia e diagnóstico
Os sintomas da doença incluem febre alta, dores musculares e de cabeça, fadiga severa, náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais. Especialistas alertam que o perigo é acentuado pelo contato com fluidos de pacientes, especialmente quando a infecção está em estágios avançados. Contudo, as autoridades ressaltam que o quadro clínico apresentado é comum a outras enfermidades tropicais, a exemplo da malária.
Atualmente, uma bateria de exames laboratoriais está em curso para descartar outras patologias e realizar o sequenciamento genético específico para verificar a presença do ebola. A conclusão desse processo diagnóstico pode demandar até duas semanas.