Sol sofre erupções massivas de plasma após semanas de calmaria e é monitorado por cientistas; vídeo
O Sol apresentou uma forte onda de atividade ao longo do último fim de semana, com o registro de diversas erupções de grande intensidade. De acordo com dados divulgados pelo Laboratório de Astronomia Solar da Academia Russa de Ciências (RAS), aparelhos coronógrafos capturaram ejeções maciças de plasma vindas do lado oculto da estrela. Esse aumento repentino na atividade solar foi provocado pelo surgimento de novos grupos de manchas e, surpreendentemente, pela reativação do grupo 4436, que voltou a dar sinais de energia.
Apesar da magnitude dos fenômenos, os cientistas acalmam o público: devido à localização atual dessas explosões, o planeta Terra não corre nenhum tipo de risco. Ainda assim, o cenário confirma que o Sol entrou em um novo período de agitação, interrompendo uma sequência de várias semanas que haviam sido marcadas por uma relativa calmaria espacial.
Monitoramento e riscos para a Terra
Parte dessas grandes manchas solares já começou a se deslocar para o lado visível do astro a partir da perspectiva terrestre, mas, até o momento, elas permanecem estáveis e sem apresentar novas reações. Além disso, dados coletados pela sonda Solar Orbiter indicam que processos de decaimento rápido estão ocorrendo no lado oposto do Sol. Isso sugere que as estruturas observadas podem ser apenas remanescentes de energia que já está em processo de esgotamento.
Diante do monitoramento atual, os especialistas descartam ameaças diretas para o nosso planeta. Os modelos de previsão meteorológica espacial apontam que a probabilidade de ocorrerem erupções de magnitude máxima voltadas diretamente para a Terra é considerada baixa, variando entre apenas 5% e 10%.