Herança de honra: construindo um nome que os filhos se orgulhem
“Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais.” (Provérbios 17:6)
Atualmente, estamos sofrendo de uma falta de “paternidade” no mundo. Muitos homens têm abdicado de suas responsabilidades, deixando que os filhos sejam criados apenas por mães, avós, parentes ou pelo sistema estatal. Embora esses apoios sejam valiosos, um pai é insubstituível. Vivemos em uma era em que muitos abandonaram o sustento de suas famílias, mas ser um bom pai vai além de levar um salário para casa ou atender necessidades físicas. Não basta ser um pai conforme os padrões do mundo; é preciso ser o líder espiritual do lar.
Um bom pai é aquele que provê e está presente quando a criança precisa. Como nos lembra 1 Timóteo 5:8: “Se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel.” No entanto, a glória mencionada em Provérbios não acontece automaticamente. Ela requer um homem que assuma a liderança de sua família perante Deus, buscando cumprir esse papel não por um momento, mas por toda a vida.
A Bíblia instrui os homens a educarem seus filhos no “treinamento e instrução do Senhor” (Efésios 6:4), advertindo para que “não irritem seus filhos, para que eles não se desanimem” (Colossenses 3:21). A disciplina e o estabelecimento de regras são provas de amor. Instruir a criança no caminho em que deve seguir (Provérbios 22:6) e aplicar a correção necessária (Provérbios 22:15) são atos que trazem clareza e removem a tolice.
Quando um pai estabelece limites, o caráter do filho é fortalecido. Nossos filhos precisam discernir a diferença entre os valores do mundo e os valores de Deus. Eles precisam saber que servimos a um Deus onipotente, onisciente e imutável, cujo padrão de conduta convida bênçãos e cuja violação atrai disciplina.
O que significa ser a “glória” dos filhos? No sentido bíblico, glória refere-se a valor, dignidade e reputação. Assim como o Senhor Jesus recebeu honra e glória de Deus Pai (2 Pedro 1:17), a reputação de um pai reflete diretamente em seus filhos.
O comportamento do pai no trabalho, suas palavras e suas reações em momentos de estresse são indicadores do potencial de seus filhos. O ditado “tal pai, tal filho” é uma verdade cultural e espiritual. Por isso, as ações falam mais alto que as palavras: o exemplo vivido exerce muito mais influência do que qualquer discurso. As crianças aprendem observando o que os pais fazem.
O Senhor adverte que a iniquidade dos pais pode ecoar por gerações (Êxodo 34:7). Diante disso, a escolha é clara: não seria muito melhor que as crianças recebessem a glória de uma vida justa do que a vergonha de uma iniquidade? (Salmo 89:45).
Para construir esse legado, devemos seguir o belo exemplo de Deuteronômio 6:5-9:
“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu poder. E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.”
Salete Sartori colunista do Devocional do dia