Trump escolhe a data: EUA definem prazo para retomar guerra contra o Irã
O cenário de tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesta terça-feira, com informações de que o presidente Donald Trump pode ordenar a retomada de ações militares diretas contra o Irã ainda esta semana. Segundo fontes americanas e israelenses consultadas pelo portal Axios, a decisão depende da continuidade do impasse nas negociações de paz. No último domingo, o governo dos Estados Unidos teria enviado um aviso privado à República Islâmica, comunicando que uma operação para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz é iminente, funcionando como uma tentativa de dissuasão para evitar uma escalada descontrolada na região.
Como resposta ao bloqueio marítimo que paralisa a região, Washington oficializou o “Projeto Liberdade”. A iniciativa, que entrou em vigor na manhã de segunda-feira, visa liberar embarcações retidas no Estreito de Ormuz. De acordo com o presidente Trump, a intervenção atende a pedidos de diversos países que, embora não participem do conflito, possuem navios presos na passagem estratégica e buscam o auxílio militar americano para garantir o fluxo comercial. O aparato mobilizado é robusto, contando com destróieres, mais de uma centena de aeronaves, sistemas não tripulados e um contingente de 15.000 militares.
A resistência de Teerã e os avisos de segurança
Por outro lado, as forças armadas do Irã elevaram o tom das ameaças, instruindo petroleiros e navios mercantes a não transitarem pelo estreito sem coordenação prévia com Teerã. Sob a justificativa de “preservar a segurança”, o comando iraniano declarou que qualquer força estrangeira, especialmente as tropas dos EUA, será alvo de ataques caso entre na área sem autorização. O clima de hostilidade já se traduziu em ações concretas, como os disparos de advertência efetuados pelas forças persas contra embarcações da Marinha dos EUA que navegavam pela região no dia anterior.
Preparação militar e o impasse diplomático
Apesar da retórica agressiva de ambos os lados, os canais diplomáticos ainda tentam evitar o pior. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionou progressos nas conversas mediadas pelo Paquistão, mas alertou que os EUA não devem se deixar “arrastar de volta para o atoleiro” por influências externas. Contudo, a prontidão militar americana permanece máxima; o General Dan Caine reforçou que as tropas estão prontas para o combate em larga escala, enquanto o próprio Trump reiterou que a única saída para Teerã é a aceitação de um novo acordo.
A nova dinâmica de poder no Estreito
A liderança política iraniana contesta a legitimidade da presença americana, classificando a situação atual como insustentável. Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que uma “nova equação” está sendo formada e acusou Washington de violar o cessar-fogo ao impor seu próprio regime de navegação. Para Teerã, a implementação do “Projeto Liberdade” é vista como uma interferência direta, e o governo persa já sinalizou que qualquer mudança imposta pelos americanos será tratada como uma quebra formal das tréguas estabelecidas.