EUA afundam embarcações iranianas no Estreito de Ormuz e elevam tensão no Oriente Médio
As tensões no Oriente Médio atingiram um novo patamar nesta segunda-feira, após autoridades dos Estados Unidos confirmarem o naufrágio de seis embarcações militares iranianas nas proximidades do Estreito de Ormuz. O comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Brad Cooper, informou que a ação foi uma resposta direta a ameaças contra a navegação comercial. Segundo o oficial, a mobilização iraniana na região, que costuma contar com dezenas de barcos, apresentou um número reduzido nesta ocasião, permitindo que as forças americanas eliminassem rapidamente as ameaças detectadas.
A operação foi sustentada por um expressivo contingente bélico posicionado estrategicamente ao redor do estreito. De acordo com o detalhamento fornecido pelo comando militar, foram utilizados helicópteros Apache e MH-60 Seahawk para neutralizar os alvos. Cooper enfatizou que a capacidade militar do Irã na área sofreu uma redução drástica após o confronto, reiterando que os EUA possuem poder de fogo concentrado para garantir que o fluxo de navios civis não seja interrompido por hostilidades.
Projeto Liberdade e a Interceptação de Projéteis
Este episódio de violência ocorre simultaneamente ao lançamento do “Projeto Liberdade”, uma iniciativa anunciada pelo presidente Donald Trump com o objetivo de escoltar e liberar embarcações de terceiros retidas na região. Durante a execução desta missão, as forças americanas também relataram a interceptação de drones e mísseis de cruzeiro disparados por Teerã. O chefe do CENTCOM afirmou ter emitido alertas rigorosos para que as forças iranianas evitassem proximidade com as instalações dos EUA, enquanto destacava a eficácia do bloqueio marítimo imposto ao território iraniano.
Do lado americano, a narrativa é de que o país atua estritamente como uma força defensiva. Oficiais do governo acusaram o Irã de iniciar comportamentos agressivos ao lançar ataques contra navios que estavam sob proteção dos EUA. Brad Cooper reforçou, em coletiva de imprensa, que cada uma das investidas iranianas, fossem por ar ou por mar, foi neutralizada com sucesso para assegurar a saída segura de navios do Golfo Pérsico.
A reação de Teerã e o risco ao cessar-fogo
A resposta do Irã às ações de Washington foi imediata e carregada de advertências. Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, classificou as declarações da Casa Branca como “delirantes” e afirmou que qualquer interferência externa no regime marítimo da hidrovia seria tratada como uma violação direta do cessar-fogo vigente. Teerã sustenta que o controle do Estreito de Ormuz e do Golfo Pérsico não deve ser ditado por decisões unilaterais dos Estados Unidos.
No campo militar, as forças armadas iranianas, por meio do major-general Ali Abdollahi Aliabadi, emitiram comunicados instruindo petroleiros e navios mercantes a coordenarem seus trajetos com as autoridades locais para “preservar a segurança”. O Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya foi enfático ao declarar que forças estrangeiras “agressoras” serão atacadas caso ingressem na área sem autorização, acusando os EUA de serem os verdadeiros responsáveis por colocar em risco a estabilidade do comércio marítimo global.