Bolsonaro deixa prisão domiciliar temporária para realizar procedimento cirúrgico no DF Star

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deu entrada no hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (1º), para a realização de um procedimento cirúrgico no ombro. A internação ocorreu após o sinal verde do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo da intervenção é a reparação do manguito rotador e de lesões correlatas. Segundo o ortopedista Alexandre Firmino, responsável pelo caso, a equipe iniciou exames preparatórios para garantir a segurança da operação, prevista para começar por volta das 10h. Acompanhando o ex-presidente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro confirmou o deslocamento para a unidade hospitalar por meio de suas redes sociais.

Trâmite judicial e prisão domiciliar

A liberação para a cirurgia contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) na última sexta-feira (24). Embora a defesa de Bolsonaro tivesse solicitado inicialmente que a operação ocorresse entre os dias 24 e 25 de abril, a autorização do STF foi oficializada apenas alguns dias depois. Vale destacar que o ex-presidente cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária temporária, iniciada em 27 de março, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. O benefício, concedido por Moraes com prazo inicial de 90 dias, levou em consideração a fragilidade do seu estado de saúde.

Recuperação clínica e preparo físico

Para chegar ao centro cirúrgico, Bolsonaro passou por uma rigorosa fase de estabilização. Relatórios médicos enviados à Corte indicam que o ex-presidente, de 71 anos, apresentou uma melhora significativa após enfrentar um quadro de pneumonia bilateral. Os documentos registram progressos nos sistemas pulmonar e digestivo, com redução de sintomas como fadiga, falta de ar e refluxo. Além disso, as crises de soluço, que vinham incomodando o paciente, foram controladas com o ajuste da medicação. Na última segunda-feira (27), a equipe médica relatou que as sessões de fisioterapia pré-operatória atingiram os objetivos terapêuticos esperados.

Apesar da evolução geral, a cirurgia tornou-se inevitável devido a dores noturnas persistentes e à incapacidade funcional do ombro direito, causadas por uma lesão traumática de alto grau. A técnica escolhida pelos especialistas é a artroscopia, um método minimamente invasivo. A defesa solicitou que a autorização judicial cubra todo o ciclo do tratamento, desde os atos preparatórios até a reabilitação final. Após a cirurgia, Bolsonaro passará por novas avaliações clínicas para definir o cronograma de fisioterapia pós-operatória. Atualmente, sua rotina de cuidados inclui dieta restrita, controle de pressão arterial e seis sessões semanais de fisioterapia motora e respiratória.

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