Terremoto no Atlântico Sul atinge região oceânica próxima à Região dos Lagos, no RJ
Um sismo de magnitude 5.2 na escala Richter foi registrado na região do Atlântico Sul, nesta quinta-feira (23/04) com hipocentro a apenas 10 km de profundidade, profundidade considerada rasa pela sismologia. O tremor ocorreu em uma zona marítima relativamente próxima à costa sudeste do Brasil, gerando discussões sobre a estabilidade tectônica da plataforma continental.
Apesar da magnitude moderada, o sismo foi localizado em uma posição estratégica em relação a importantes centros urbanos e turísticos do Rio de Janeiro. De acordo com dados preliminares, a distância em relação aos principais pontos de referência é:
| Localidade | Distância Estimada | População |
| Arraial do Cabo (RJ) | 779,3 km (NE) | 271 (Zona de Referência) |
| Cabo Frio (RJ) | 3.034,1 km (NW) | 26.163 |
| Armação de Búzios (RJ) | 3.040,5 km (NW) | 108.239 |
| São Pedro da Aldeia (RJ) | 3.043,0 km (NW) | 23.463 |
Embora o tremor tenha ocorrido a cerca de 779 km de Arraial do Cabo, a distância considerável e a magnitude 5.2 geralmente não possuem energia suficiente para gerar tsunamis ou danos estruturais significativos no continente.
Análise técnica
Sismos no meio do Oceano Atlântico são comuns devido à Dorsal Mesoatlântica, mas eventos de magnitude superior a 5.0 próximos à margem continental brasileira costumam atrair a atenção de especialistas.
Profundidade: A profundidade de 10 km indica um evento superficial. Em terra, isso seria sentido com força; no mar, a massa de água atua como um amortecedor para as ondas sísmicas secundárias.
Risco de Tsunami: Para que um maremoto seja gerado, geralmente é necessária uma magnitude acima de 7.0 aliada a um movimento vertical do leito oceânico, o que não foi o caso deste registro.
O Brasil, localizado no centro da Placa Tectônica Sul-Americana, é considerado uma região de “baixa sismicidade”, mas eventos como este lembram que a crosta terrestre está em constante, ainda que lento, ajuste de tensões.