Tempestade solar de alta intensidade atinge a Terra com força não vista desde o recorde de janeiro
O campo magnético da Terra enfrenta instabilidade desde a noite de sexta-feira, após ser atingido por uma tempestade geomagnética de nível G3. De acordo com o laboratório de astronomia solar do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Russa de Ciências, este é o evento mais intenso registrado nos últimos dois meses, colocando especialistas em alerta devido à magnitude do fenômeno.
Até o momento, os dados coletados pela agência indicam que o fenômeno permanece ativo, sem sinais imediatos de dissipação. Uma intensidade semelhante só havia sido observada entre os dias 19 e 21 de janeiro deste ano. Naquela ocasião, o planeta testemunhou uma das tempestades mais potentes da década, que chegou a flertar com o nível G5, o patamar máximo de classificação para distúrbios geomagnéticos.
A natureza dos distúrbios solares
Esses eventos são caracterizados como perturbações temporárias, porém rápidas e intensas, que afetam a proteção magnética do nosso planeta. O fenômeno é desencadeado por picos de atividade solar, como o vento solar persistente e, principalmente, as ejeções de massa coronal (EMCs). Quando essas partículas carregadas alcançam a atmosfera terrestre, podem gerar desde auroras boreais deslumbrantes até interferências em sistemas de comunicação e redes elétricas.