Bolsonaro apresenta evolução clínica e melhora no pulmão, mas segue na UTI sem previsão de alta
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma melhora em seu quadro clínico e laboratorial, conforme aponta o boletim médico divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Hospital DF Star, em Brasília. Apesar dos avanços positivos e do uso de antibioticoterapia endovenosa, o ex-chefe do Executivo permanece sob cuidados intensivos. A equipe médica informou que Bolsonaro continua realizando sessões de fisioterapia respiratória e motora, reforçando que, no momento, não há uma estimativa para a sua transferência da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o quarto.
Internado desde o dia 13 de março, o ex-presidente trata uma pneumonia bacteriana bilateral que se desenvolveu após um episódio de broncoaspiração. Em atualizações recentes, o médico cardiologista Brasil Caiado destacou que o paciente vem demonstrando uma recuperação progressiva, embora o quadro ainda exija vigilância constante. Exames de imagem realizados nos últimos dias, como a tomografia computadorizada, revelaram uma melhora mais acentuada no pulmão direito, enquanto o lado esquerdo ainda apresenta um comprometimento considerado moderado pelos especialistas.
Entenda o quadro de broncopneumonia e os riscos à saúde
A condição enfrentada pelo ex-presidente, a broncopneumonia, caracteriza-se por uma infecção que se espalha por diversas áreas dos pulmões, atingindo estruturas vitais como os bronquíolos e alvéolos. Geralmente causada por bactérias, vírus ou fungos, a doença pode se agravar a partir de quadros de gripes ou resfriados que não receberam o tratamento adequado. Segundo a equipe médica, Bolsonaro chegou a demonstrar apreensão diante da gravidade da patologia, mas a tendência atual é de estabilização e melhora contínua dos índices inflamatórios.
Os sintomas dessa infecção costumam ser mais severos que os de doenças respiratórias comuns, incluindo febre alta, calafrios, tosse persistente e dor torácica ao respirar profundamente. Em pacientes idosos, a broncopneumonia exige atenção redobrada, pois pode se manifestar de forma atípica, ocasionando episódios de confusão mental ou fraqueza extrema. No caso de Bolsonaro, o foco da equipe multidisciplinar permanece no suporte respiratório intensivo para garantir que a oxigenação e a capacidade motora sejam restabelecidas plenamente antes de qualquer movimentação hospitalar.