Bolsonaro deixa UTI: Ex-presidente apresenta melhora e é transferido para a semi-intensiva
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma evolução positiva em seu estado de saúde nesta segunda-feira (16), permitindo sua saída da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. Internado desde a última sexta-feira (13) para tratar uma broncopneumonia, Bolsonaro foi transferido para a unidade de cuidados semi-intensivos. A mudança de setor reflete a redução na necessidade de intervenções urgentes, embora o paciente continue sob monitoramento constante da equipe médica.
Confirmação da família e boletim médico
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para celebrar a melhora dos indicadores infecciosos do marido, agradecendo o apoio e as orações dos apoiadores. De acordo com o boletim médico divulgado ao meio-dia, o ex-presidente demonstrou uma recuperação satisfatória da função renal e uma redução expressiva no quadro inflamatório nas últimas 24 horas. Apesar de o episódio atual ser considerado pelos médicos como o mais grave entre ocorrências similares anteriores, a resposta ao tratamento tem sido considerada otimista.
Diagnóstico e causas da inflamação
O diagnóstico detalhado aponta para uma pneumonia bacteriana bilateral, desencadeada por um episódio de broncoaspiração — quando substâncias como alimentos ou saliva entram acidentalmente nos pulmões. Exames de imagem confirmaram que a infecção atingiu com maior severidade o pulmão esquerdo. A internação ocorreu após Bolsonaro apresentar mal-estar severo, calafrios e vômitos persistentes durante a madrugada de sexta-feira, o que levou a família a buscar atendimento hospitalar imediato logo no início da manhã.
Sequelas de 2018 e cuidados contínuos
A equipe médica esclareceu que o quadro de saúde do ex-presidente possui raízes em complicações históricas. Alterações anatômicas na região abdominal, decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018 e das sucessivas cirurgias posteriores, favorecem episódios de refluxo e aspiração de conteúdo gástrico para as vias respiratórias. Para gerenciar essas condições crônicas, Bolsonaro mantém uma rotina de cuidados que inclui o uso de aparelhos para apneia do sono e medicamentos específicos para controlar a acidez estomacal e minimizar soluços e refluxos frequentes.