Israel avisa que qualquer novo líder do Irã será “eliminado” enquanto filho de Khamenei é cotado para sucessão

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O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, emitiu um alerta contundente nesta quarta-feira ao declarar que qualquer sucessor na liderança do regime iraniano será considerado um “alvo inequívoco para eliminação”. Em comunicado oficial, Katz enfatizou que Tel Aviv não hesitará em perseguir aqueles que liderarem planos de destruição contra Israel e ameaças ao mundo livre, independentemente de onde estejam escondidos.

Segundo o ministro, a diretriz foi estabelecida em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e já faz parte do escopo operacional das Forças de Defesa de Israel (IDF) dentro da “Operação Leão Rugidor”. O objetivo declarado é esmagar as capacidades do regime e fomentar condições para que o próprio povo iraniano realize uma substituição governamental.

A Ascensão de Mojtaba Khamenei

Enquanto as tensões escalam, informações de bastidores e reportagens da Iran International indicam que a Assembleia de Peritos do Irã já teria escolhido o sucessor do falecido Aiatolá Ali Khamenei. O nome selecionado seria o de seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, em uma votação que, segundo fontes, teria ocorrido sob forte pressão da Guarda Revolucionária Islâmica.

Embora a mídia estatal de Teerã ainda não tenha oficializado a nomeação, autoridades israelenses monitoram a situação e acreditam que o anúncio formal possa ocorrer a qualquer momento. A escolha acontece em um vácuo de poder gerado pelos ataques recentes a instalações estratégicas em Qom, onde membros da cúpula religiosa estariam reunidos.

Perfil do novo herdeiro e resistência interna

Mojtaba Khamenei, embora nunca tenha ocupado cargos formais no governo, é descrito como um “guardião” das sombras e possui laços profundos com a ala mais conservadora e linha-dura do Irã. Sancionado pelos Estados Unidos desde 2019 por representar as vontades do pai, ele defende abertamente a repressão interna e uma postura beligerante contra inimigos externos.

Mojtaba Khamenei

No entanto, sua ascensão é vista com ceticismo por observadores internacionais, que apontam uma contradição histórica: a transferência hereditária de poder ecoa a monarquia derrubada pela própria Revolução Islâmica de 1979. Além disso, a falta de experiência religiosa sênior de Mojtaba e seu perfil mantido “fora de vista” por anos podem gerar resistência dentro da própria estrutura teocrática iraniana.

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