Mísseis balísticos iranianos atingem gabinete de Netanyahu e comando da Força Aérea de Israel
Em um desdobramento drástico do conflito no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou a realização de um ataque estratégico com mísseis balísticos contra o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta segunda-feira.
A ofensiva, descrita por Teerã como uma “operação surpresa”, também mirou a sede do comando da Força Aérea Israelense. Segundo comunicados oficiais do grupo paramilitar iraniano, o paradeiro de Netanyahu após as explosões permanece desconhecido.
A investida utilizou mísseis de longo alcance do tipo Kheybar Shekan, integrando o que a IRGC classificou como a “décima onda” de ataques contra o território israelense. O governo de Israel ainda não emitiu um relatório detalhado sobre danos estruturais ou vítimas nos locais atingidos, enquanto o mundo observa com atenção os próximos passos de um confronto que ignora fronteiras diplomáticas.
O estopim: Retaliação pela morte de Ali Khamenei
A intensificação das hostilidades é um reflexo direto da morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ocorrida no último final de semana durante uma operação conjunta entre forças dos Estados Unidos e de Israel. O evento gerou uma reação imediata e coordenada de Teerã e suas milícias aliadas na região do Golfo.
Além dos alvos governamentais, diversas cidades israelenses e bases militares norte-americanas tornaram-se alvos de uma chuva de drones e mísseis, sinalizando uma guerra aberta e de larga escala entre as potências regionais.
Alerta nuclear e silêncio diplomático
Paralelamente aos confrontos militares, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) manifestou profunda preocupação com a segurança das instalações nucleares iranianas em meio ao caos. O diretor-geral do órgão, Rafael Grossi, alertou para o risco iminente de um vazamento radiológico, cujas proporções poderiam exigir a evacuação de áreas metropolitanas inteiras.
De acordo com Grossi, as tentativas de estabelecer contato com os órgãos reguladores nucleares do Irã têm sido ignoradas, deixando a comunidade internacional em um estado de incerteza perigoso sobre a estabilidade desses reatores em zonas de combate.