Flávio Bolsonaro pacifica partido e lança Carlos e Carol De Toni na disputa pelo Senado catarinense

Compartilhe

O cenário eleitoral para o Senado em Santa Catarina teve um desfecho importante nesta quarta-feira (25). Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, confirmou durante coletiva em Brasília que Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carol De Toni serão os nomes da legenda para disputar as duas vagas disponíveis no estado em 2026.

O anúncio oficial busca encerrar uma série de disputas internas que vinham desgastando a sigla em solo catarinense, consolidando uma chapa puramente alinhada ao bolsonarismo para atuar ao lado do governador Jorginho Mello, que buscará a reeleição.

Fim do Impasse e manutenção de Carol De Toni

A confirmação dos nomes resolve um imbróglio que se arrastava desde novembro do ano passado. Na época, a intenção de Carlos Bolsonaro de migrar sua base eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina gerou atritos, especialmente pela pressão da cúpula nacional do PL em formar uma coligação com o Progressistas para apoiar a reeleição de Esperidião Amin.

O conflito quase resultou na saída de Carol De Toni do partido, após ela recusar ofertas para ocupar a vaga de vice-governadora na chapa de Jorginho Mello, mantendo firme sua pretensão de chegar à Câmara Alta.

A força eleitoral dos candidatos

A escolha dos nomes leva em conta o expressivo capital político da dupla. Carol De Toni chega à disputa com a credencial de ter sido a deputada federal mais votada de Santa Catarina em 2022, com mais de 227 mil votos. Natural de Chapecó e mestre em direito público, a parlamentar consolidou sua liderança no estado através de um apoio irrestrito a Jair Bolsonaro.

Ao seu lado, Carlos Bolsonaro aposta na nacionalização de sua figura e no histórico de sete mandatos como vereador no Rio de Janeiro para conquistar uma das cadeiras no Senado pelo eleitorado catarinense, tradicionalmente conservador.

Estratégia nacional do PL para 2026

A composição da chapa catarinense reflete a estratégia maior do PL, sob a batuta de Valdemar Costa Neto e da família Bolsonaro, de maximizar a bancada no Senado. Ao lançar dois nomes de forte apelo ideológico em um dos estados mais alinhados à direita no país, o partido abre mão de composições amplas para garantir fidelidade total ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro.

O movimento também sinaliza um isolamento temporário de antigos aliados, como o PP de Esperidião Amin, em prol de uma identidade partidária mais homogênea na disputa pelas duas vagas que se abrem no próximo ano.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br