Ataque ao Irã pode ocorrer a qualquer momento; Khamenei e filho entram na mira dos EUA; satélites mostram acúmulo militar
O cenário geopolítico entre Washington e Teerã atingiu um novo nível de volatilidade. Segundo informações obtidas pelo portal Axios junto a assessores de alto escalão da Casa Branca, o presidente Donald Trump mantém a opção de um ataque militar ao Irã como uma possibilidade imediata, podendo tomar a decisão “a qualquer momento”.
Apesar da retórica agressiva, fontes internas indicam que o republicano ainda não bateu o martelo sobre a ofensiva, mantendo uma postura de imprevisibilidade que define sua estratégia atual.
Estratégias e alvos na mesa de decisões
O Pentágono já apresentou ao Salão Oval um cardápio variado de opções militares para diferentes contextos. Entre os cenários planejados, existem planos extremos que visam a neutralização de figuras centrais da teocracia iraniana, incluindo o Líder Supremo Ali Khamenei e seu filho, Mojtaba Khamenei. No entanto, o hermetismo em torno da decisão final é total.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, reforçou que, embora a mídia especule sobre os próximos passos do governo, apenas o presidente detém o controle sobre o que será executado.
O impasse diplomático e o ultimato de Washington
A escalada ocorre em um momento ambíguo, onde a pressão militar caminha lado a lado com tentativas de diálogo. Recentemente, delegações dos dois países realizaram negociações indiretas em Mascate e Genebra. Embora Trump tenha sinalizado um suposto interesse iraniano em um acordo, o tom mudou drasticamente na última quinta-feira.
O presidente estabeleceu um prazo de 10 a 15 dias para que Teerã aceite os termos americanos, alertando que “coisas ruins” acontecerão caso o consenso não seja atingido. Por outro lado, o governo iraniano mantém sua linha de defesa, classificando como inaceitável a interrupção total do enriquecimento de urânio e prometendo respostas severas a qualquer erro estratégico dos EUA.
Mobilização militar recorde na região
Enquanto as palavras pesam no campo diplomático, as movimentações no terreno sugerem uma preparação real para o conflito. Dados de satélite e rastreamento de voos revelam um aumento massivo da presença bélica americana em bases próximas ao Irã.

Na base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, o número de caças triplicou, contando agora com aeronaves de última geração como o F-35.
O braço naval da operação também foi reforçado. O porta-aviões USS Abraham Lincoln já opera no norte do Mar Arábico, escoltado por destróieres equipados com mísseis Tomahawk.

Ao todo, cerca de 12 navios de guerra e dezenas de aeronaves de transporte foram mobilizados para a região desde meados de fevereiro, consolidando um cerco militar que dá suporte às ameaças de um “ataque limitado” mencionadas por Trump na última sexta-feira.


