Terremoto atinge o Atlântico Sul, próximo a cidades do litoral do Nordeste

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Um abalo sísmico de magnitude 5,2 na escala Richter foi registrado na tarde desta quarta-feira (18) em uma região submersa do Oceano Atlântico Sul. De acordo com dados preliminares, o sismo ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros, considerada rasa para eventos dessa natureza, o que facilita a propagação de ondas, embora a distância da costa tenha minimizado os impactos em solo brasileiro.

Localização e proximidade

O epicentro foi localizado em pleno oceano, tendo o arquipélago de Fernando de Noronha (PE) como a localidade habitada mais próxima, situada a aproximadamente 762 km de distância. Outras cidades do Rio Grande do Norte também aparecem na rota de monitoramento:

  • Fernando de Noronha (PE): 762,6 km de distância.
  • São Miguel (RN): 1.031,4 km de distância.
  • Natal e Região Metropolitana (RN): Cerca de 1.050 km de distância.
Riscos de tsunami

Apesar da magnitude superior a 5,0, especialistas indicam que, até o momento, não há alertas de tsunami para a costa brasileira. Para que um maremoto seja gerado, geralmente são necessários sismos com magnitude acima de 7,0 e deslocamentos verticais significativos no leito oceânico. O monitoramento segue sendo feito pelo Centro de Sismologia da USP e órgãos internacionais.

Por que acontece?

Tremores nessa região do Atlântico são comumente associados à Cordilheira Mesoatlântica, uma fenda tectônica onde as placas Sul-Americana e Africana se afastam. Embora o Brasil esteja no centro de uma placa tectônica (o que garante estabilidade), a atividade nas bordas dessas placas ou em falhas geológicas menores pode gerar reflexos sentidos em solo nacional.

Até o fechamento desta matéria, não houve relatos de moradores ou turistas em Fernando de Noronha que tenham sentido a vibração.

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