Com quase 400 drones, Rússia bombardeia 13 regiões ucranianas antes de cúpula da paz em Genebra

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A madrugada desta terça-feira foi marcada por uma ofensiva aérea russa de grandes proporções contra o território ucraniano. O ataque, que mobilizou centenas de drones e dezenas de mísseis, resultou na morte de uma pessoa e deixou pelo menos 25 feridos.

A agressão ocorre em um momento diplomático sensível, faltando apenas algumas horas para que representantes de Kiev e Moscou se encontrem na Suíça para uma nova rodada de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos.

Detalhes da ofensiva e impacto civil

De acordo com o balanço divulgado pela Força Aérea da Ucrânia, as forças russas lançaram um total de 396 drones e 29 mísseis, tendo como alvo principal a infraestrutura crítica do país. Embora a defesa tenha atuado, quatro mísseis balísticos e 18 drones atingiram objetivos em 13 localidades distintas, enquanto destroços causaram danos em outros oito pontos.

A fatalidade foi registrada na região de Sumy, onde um ataque de drone também vitimou seis pessoas, incluindo duas crianças. O rastro de destruição se estendeu pelas regiões de Kharkiv, Kherson e Zaporizhzhia, onde nove pessoas ficaram feridas e edifícios residenciais foram severamente danificados. Outras dez vítimas foram contabilizadas em diferentes províncias ucranianas.

Resposta internacional e vigilância aérea

A intensidade do bombardeio levou a Polônia a mobilizar aeronaves militares em uma medida preventiva para garantir a integridade de suas fronteiras. O governo em Varsóvia esclareceu que, apesar do estado de alerta, não houve violação do espaço aéreo polonês.

No campo político, o presidente Volodymyr Zelenskyy utilizou suas redes sociais para cobrar uma postura mais firme dos aliados internacionais, enfatizando que a paz real só será alcançada se houver ações diretas contra Moscou, a quem apontou como a única fonte da agressão contínua.

Diplomacia sob pressão e o papel de Washington

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, interpretou a ofensiva como uma demonstração clara de desprezo da Rússia pelos esforços diplomáticos. Segundo o chanceler, realizar um ataque dessa magnitude às vésperas de uma cúpula é um sinal de desrespeito ao diálogo.

As delegações dos dois países em conflito estão reunidas em Genebra entre terça e quarta-feira para a terceira rodada de conversas sob mediação americana. As tentativas anteriores, realizadas em Abu Dhabi, terminaram sem consenso sobre a devolução de territórios ocupados.

Expectativas e o marco de quatro anos de guerra

O cenário ganha contornos de urgência com a pressão do governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump declarou que acompanhará as negociações de Genebra de forma indireta e manifestou o desejo de que um acordo seja selado rapidamente, indicando acreditar na disposição russa para um entendimento.

Todo esse movimento ocorre em uma data simbólica e sombria: na próxima semana, dia 24 de fevereiro, a invasão em grande escala da Ucrânia completará quatro anos, sem que um cessar-fogo definitivo pareça estar no horizonte imediato.

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