Michelle atualiza estado de saúde de Bolsonaro após mal-estar na Papudinha
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, por meio de suas redes sociais, que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um quadro de tontura e um pico hipertensivo durante uma caminhada realizada na última segunda-feira (16).
Segundo o relato, a situação foi prontamente monitorada pela segurança local e a pressão arterial do ex-mandatário já se encontra estabilizada. Michelle agradeceu ao comando do 19° Batalhão pelo suporte prestado durante o incidente.
Bolsonaro cumpre pena na ala conhecida como “Papudinha”, em Brasília, em decorrência de condenações que incluem tentativa de golpe de Estado e outros quatro delitos.
Apesar do episódio recente, relatórios técnicos da Polícia Federal indicam que a unidade prisional dispõe da estrutura necessária para o acompanhamento do ex-presidente.
O documento pericial destaca que o local comporta o uso de aparelhos de CPAP para apneia do sono, dietas específicas e monitoramento constante de doenças crônicas.
Controvérsia sobre a capacidade de atendimento clínico
A perícia médica oficial contabiliza sete doenças crônicas diagnosticadas em Bolsonaro, mas ressalta que todas estão sob controle clínico rigoroso dentro do sistema prisional. Para as autoridades, o acesso a exames laboratoriais e o protocolo de cuidados atual são suficientes para manter a integridade física do detento, não havendo, sob a ótica do Estado, urgência médica que justifique a transferência.
Defesa intensifica pedido de prisão humanitária
Em contrapartida, os advogados de Jair Bolsonaro protocolaram um novo pedido de prisão domiciliar humanitária, fundamentado em um parecer do médico assistente Claudio Birolini.
A defesa alega que o ambiente carcerário é incompatível com o tratamento complexo exigido pelo ex-presidente, citando crises persistentes de soluço e sequelas das cirurgias intestinais derivadas do atentado sofrido em 2018.
Os representantes jurídicos sustentam que há uma deterioração progressiva da saúde de Bolsonaro e que o Estado não deve aguardar por um “evento irreversível”.
O argumento central é de que a manutenção da vida do ex-mandatário depende de uma rotina médica infalível, algo que, segundo os advogados, descaracteriza a própria lógica e segurança do ambiente de reclusão.


