Nikolas Ferreira convoca manifestação contra Lula; ato central será na Avenida Paulista

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Lideranças da oposição oficializaram, nesta quinta-feira (12), uma convocação para manifestações em todo o território nacional agendadas para o dia 1º de março. O movimento, intitulado “Acorda Brasil”, tem como alvos centrais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ponto focal do protesto será na Avenida Paulista, em São Paulo, mas capitais como Belo Horizonte e Porto Alegre já possuem horários e locais definidos para a concentração de manifestantes.

Crise institucional e o estopim do Banco Master

A nova onda de protestos é impulsionada pelos desdobramentos do inquérito envolvendo o Banco Master, que gerou uma crise de confiança nas instituições. O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) destacou que o ato busca canalizar a indignação popular diante do que classifica como uma “promiscuidade” entre os poderes político, econômico e institucional.

A saída de Dias Toffoli da relatoria do caso, após a Polícia Federal revelar menções ao seu nome em dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, acirrou os ânimos da oposição, que agora vê na substituição pelo ministro André Mendonça uma oportunidade para maior rigor jurídico.

Críticas severas e pedidos de afastamento

O tom das convocações subiu com as declarações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que defendeu não apenas a redistribuição dos processos, mas o afastamento definitivo de Toffoli e Moraes da Suprema Corte. Para o parlamentar, a medida é necessária para a “pacificação do país” e o fim da impunidade.

Somando-se às críticas ao Judiciário, os deputados citam uma sucessão de crises no governo federal, incluindo supostas irregularidades nos Correios e investigações sobre fundos de pensão, desenhando um cenário que classificam como uma profunda crise moral e econômica.

Expectativas sobre a nova relatoria e frentes parlamentares

A escolha de André Mendonça para assumir o processo do Banco Master foi recebida com otimismo por parlamentares como Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, que espera decisões baseadas em tecnicidade e segurança jurídica. Paralelamente às ruas, a frente parlamentar de oposição planeja intensificar a pressão institucional no Congresso.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) reforçou que, apesar da mudança na relatoria ser um sinal positivo, a prioridade continua sendo a instalação de uma CPMI para investigar a fundo as relações entre o Banco Master e figuras do alto escalão do poder público

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