Trump promete ofensiva militar com muita força em solo latino-americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou nesta terça-feira a intenção de escalar o uso da força militar em solo estrangeiro para combater o tráfico de drogas na América Latina e no Caribe.
Durante declarações à imprensa, o republicano afirmou que o foco das operações, que antes priorizava o cerco marítimo, agora se voltará para alvos terrestres.
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Trump justificou a mudança de estratégia alegando que, após o sucesso dos bombardeios contra embarcações no Caribe e no Pacífico — frequentemente classificadas por Washington como “narco-barcos” sem a apresentação formal de evidências —, as organizações criminosas perderam sua capacidade de escoamento marítimo, restando agora o confronto direto em seus territórios de origem.
Casa Branca celebra queda no consumo interno e defende força militar
De acordo com o presidente, a nova política de intervenção armada já apresenta resultados concretos para a segurança interna dos Estados Unidos. Trump afirmou que, desde o início das operações militares ostensivas, houve uma redução drástica no fluxo de entorpecentes que cruzam as fronteiras americanas. Segundo os dados apresentados pelo mandatário, o consumo doméstico de substâncias ilícitas no país teria sofrido uma queda de aproximadamente 33%.
Para a administração americana, esses números validam a eficácia do uso do Exército como ferramenta de política externa e controle sanitário, servindo de base para o avanço das tropas sobre regiões específicas da América Central e do Sul.
Indefinição sobre alvos e resistência diplomática na região
Apesar do tom incisivo, o governo americano mantém sob sigilo quais nações ou territórios específicos seriam alvos das incursões terrestres planejadas. Seguindo a linha adotada em declarações anteriores, Trump evitou detalhar o mapa das operações, limitando-se a dizer que as intervenções anticartel podem ocorrer em qualquer ponto do México, das ilhas caribenhas ou do continente sul-americano.
Essa postura tem gerado forte reação internacional, especialmente entre parceiros estratégicos. Governos do México e da Colômbia já se manifestaram contrários a qualquer violação de soberania sob o pretexto de combate ao crime, defendendo que o enfrentamento ao narcotráfico deve ser feito por meio da cooperação regional e binacional, e não de ações militares unilaterais.