Senador Girão aciona CPI para que Galípolo detalhe reunião reservada com Lula e Daniel Vorcaro

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) apresentou um requerimento para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, preste esclarecimentos sobre um encontro não oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O parlamentar defende que a oitiva ocorra no âmbito da CPI do Crime Organizado, buscando transparência sobre os temas tratados na reunião, que não constava na agenda oficial das autoridades.

A iniciativa surge após a divulgação de que o encontro teria ocorrido em um período sensível para as instituições envolvidas.

Suspeitas de irregularidades motivam convocação

A principal justificativa de Girão para o depoimento reside na situação do Banco Master, instituição controlada por Vorcaro. Segundo o senador, na época do encontro reservado, já existiam indícios de irregularidades envolvendo a entidade financeira, o que tornaria a presença do chefe da autoridade monetária no encontro um ponto de atenção para os órgãos de controle.

O parlamentar argumenta que é fundamental entender se houve qualquer tipo de tratativa relacionada a procedimentos regulatórios ou pressões externas que pudessem comprometer a isenção do Banco Central.

Questionamentos sobre a natureza do encontro

No requerimento, o senador destaca a necessidade de esclarecer a natureza das informações discutidas e se o encontro resultou em providências específicas dentro da autoridade monetária. Girão enfatiza que a Comissão precisa ter pleno conhecimento sobre possíveis pedidos ou pressões que tenham ocorrido durante o diálogo.

Para o parlamentar, o esclarecimento é imprescindível para garantir que não houve interferência política em processos técnicos de fiscalização bancária, preservando a integridade das instituições públicas.

Além de Galípolo, a ofensiva de Eduardo Girão mira outros nomes de peso do atual e de antigos governos. O senador manifestou o desejo de convocar o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para prestarem depoimentos.

As movimentações do parlamentar foram antecipadas pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, e sinalizam uma tentativa de aprofundar as investigações sobre as relações entre o Executivo e o setor financeiro sob a ótica da CPI.

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