Filho do último Xá acusa regime do Irã de matar civis em leitos de morte e pede ação militar imediata de Trump
Em entrevista concedida ao radialista Hugh Hewitt, o príncipe herdeiro iraniano no exílio, Reza Pahlavi, subiu o tom contra Teerã ao descrever a atual repressão contra civis desarmados como um “genocídio em curso”.
Pahlavi argumentou que o uso de metralhadoras militares contra cidadãos que pedem liberdade descaracteriza o conflito como uma disputa política comum, transformando-o em um massacre unilateral perpetrado por uma força que, segundo ele, mantém o país inteiro como refém.
Apelo por intervenção militar estratégica dos EUA
Questionado sobre o que espera da administração de Donald Trump, Pahlavi foi enfático ao defender que apenas uma intervenção externa pode “equilibrar as condições” para os manifestantes.
O príncipe instou o presidente americano a ordenar ataques contra o principal aparato de repressão do regime: a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Para ele, a assistência necessária não se resume a apoio diplomático, mas sim à neutralização dos elementos militares que o regime utiliza para brutalizar a própria população.
Estimativas alarmantes de vítimas e prisões
Durante o diálogo, Pahlavi apresentou números impactantes sobre o custo humano dos protestos recentes. Segundo suas fontes, o total de mortos oscila entre 36.500 e 40.000 pessoas, alertando que esses dados podem ser ainda maiores devido à continuidade das prisões. Ele relatou episódios de extrema violência, incluindo execuções de feridos em leitos de hospitais e a detenção de médicos que tentavam prestar socorro às vítimas da repressão estatal.
Questionamentos sobre a capacidade de retaliação iraniana
Sobre a possibilidade de o regime iraniano retaliar ataques dos EUA ou de Israel, Pahlavi demonstrou ceticismo. Ele citou o fracasso relativo da campanha de mísseis e drones lançada por Teerã em junho contra o território israelense como prova da limitação técnica das forças do regime.
Para o príncipe, vídeos de propaganda que mostram a destruição de porta-aviões americanos por inteligência artificial são apenas demonstrações de desespero de um sistema à beira do colapso, que tenta dissuadir intervenções externas através do medo.
Comparações históricas e a ameaça nuclear
Pahlavi traçou um paralelo direto entre as ambições nucleares do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, e as de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Ele argumentou que o isolacionismo americano seria um erro histórico, dado que o regime atual é a principal fonte de instabilidade regional e um inimigo declarado dos valores ocidentais. O príncipe reforçou que o povo iraniano, ao contrário de seus governantes, possui laços históricos e “bíblicos” de amizade com Israel, baseados na herança de Ciro, o Grande.
O plano de transição democrática e dissidência militar
Sobre o futuro político do Irã, Pahlavi delineou um processo baseado no secularismo, na integridade territorial e em eleições livres. Ele revelou liderar uma ampla coalizão democrática e destacou a existência de fissuras internas no sistema de defesa do Irã. Segundo o príncipe, uma plataforma de comunicação criada para potenciais desertores já conta com mais de 160 mil inscritos, incluindo membros das forças armadas e da burocracia civil.
A divisão entre os militares e a Guarda Revolucionária
Pahlavi explicou que existe uma distinção clara entre os militares profissionais do Irã e a Guarda Revolucionária Islâmica. Enquanto os primeiros se veem como defensores da nação, a IRGC é descrita por ele como uma “máfia parasitária” criada para proteger o regime e controlar a economia. Ele enfatizou que a própria nomenclatura da Guarda, que omite o nome “Irã” em favor do termo “Islâmica”, reforça que a organização é uma aberração estranha à identidade nacional iraniana.


