Nikolas Ferreira solta o verbo contra padre que negou comunhão a seus apoiadores

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu com indignação à viralização de um vídeo que mostra um sacerdote mineiro expulsando fiéis de uma celebração religiosa. O desentendimento começou após o padre manifestar descontentamento com o posicionamento político do parlamentar, chegando a negar a comunhão aos presentes que compartilhassem das ideias do político.

Diante das imagens, Ferreira utilizou suas plataformas digitais para classificar a atitude como uma “heresia a nível máximo”, gerando ampla repercussão entre seus seguidores e a comunidade católica.

O estopim da discórdia no altar

O conflito teve origem em uma divergência sobre políticas públicas, especificamente um voto do deputado contrário a um projeto governamental relacionado ao gás de cozinha. Durante a homilia, o líder religioso confrontou diretamente a comunidade, afirmando que o apoio às pautas do parlamentar seria incompatível com a permanência no templo. Em um tom assertivo, o sacerdote declarou que os simpatizantes de Nikolas não seriam merecedores da Eucaristia, um dos sacramentos mais sagrados do catolicismo, ordenando que deixassem o local.

Em sua resposta, Nikolas Ferreira defendeu sua atuação parlamentar, justificando que seu voto visava impedir a dependência excessiva dos cidadãos em relação ao Estado. O deputado também apontou o que chamou de “indignação seletiva” por parte do clérigo, questionando a ausência de críticas severas a temas como corrupção e aborto. Mais do que um embate partidário, o parlamentar elevou o tom da discussão ao descrever o episódio como uma “guerra espiritual”, afirmando que as adversidades enfrentadas em seu mandato são reflexos de um confronto entre luz e trevas.

Posicionamento oficial e retratação

Após a escalada da polêmica, a Diocese de Caratinga interveio para esclarecer a postura da instituição. Em nota oficial, a autoridade eclesiástica informou que o comportamento adotado pelo padre não reflete as diretrizes ou o pensamento da Igreja Católica. A Diocese buscou encerrar o episódio confirmando que o sacerdote reconheceu o excesso e apresentou um pedido formal de perdão pela conduta durante a missa.

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