Rússia quebra acordo com Trump, lança potente bombardeio na Ucrânia e deixa milhões no escuro sob -20°C

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, acusou formalmente a Rússia de violar um compromisso mediado por Donald Trump para interromper ataques à infraestrutura energética durante o inverno. Segundo Kiev, Moscou aproveitou uma breve trégua de poucos dias para estocar armamentos e lançar, na madrugada de terça-feira, uma ofensiva aérea de escala sem precedentes.

O ataque utilizou um recorde de 71 mísseis balísticos e 450 drones, atingindo alvos estratégicos no exato momento em que os termômetros na capital ucraniana despencavam para -20°C.

A agressão russa ocorre em um vácuo diplomático sensível, logo após Donald Trump afirmar que Vladimir Putin havia aceitado seu pedido pessoal para suspender os bombardeios por uma semana. Enquanto o governo americano esperava sete dias de calma, o Kremlin limitou a pausa ao domingo, retomando o terror contra civis na segunda-feira.

O resultado imediato foi o colapso do sistema de aquecimento em mais de mil edifícios residenciais em Kiev e Kharkiv. Autoridades locais relatam que a drenagem de sistemas de radiadores tornou-se necessária para evitar o congelamento das tubulações, deixando centenas de milhares de famílias em condições de sobrevivência extrema.

Negociações em Abu Dhabi sob sombra de escalada

O ataque massivo é visto pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, como um “sinal muito ruim” às vésperas da segunda rodada de negociações trilaterais nos Emirados Árabes Unidos. Rutte, que visitou Kiev sob o som das explosões, reforçou o apoio da aliança e elogiou a disposição de Zelenskyy para o diálogo, enquanto questionou a seriedade das intenções russas.

Para a presidência ucraniana, a estratégia de Moscou é clara: utilizar o rigor climático como arma de guerra para forçar concessões, ignorando as vias diplomáticas em favor de uma política de “máxima dor” contra a população civil.

Simbolismo cínico e planos de contingência

Além do impacto energético, os bombardeios atingiram locais de valor histórico, como o Monumento à Pátria em Kiev, o que foi classificado pela ministra da Cultura, Tetyana Berezhna, como um ato de cinismo histórico. Paralelamente ao campo de batalha, surge a revelação de um plano de proteção ao cessar-fogo discutido entre Ucrânia e aliados ocidentais.

Este mecanismo prevê respostas rápidas a qualquer violação russa, começando com advertências diplomáticas em 24 horas e escalando para intervenções militares de uma coalizão de países, incluindo os Estados Unidos, caso as hostilidades persistam por mais de 72 horas.

A retórica do terror na TV estatal russa

Enquanto cidades como Izium e Balakliia mergulham na escuridão, a narrativa interna na Rússia celebra abertamente a crise humanitária. Propagandistas em canais estatais descrevem a destruição da rede elétrica como um retorno da Ucrânia à “Idade da Pedra”, prevendo o colapso total dos serviços sanitários e urbanos de Kiev.

Diante deste cenário de celebração do sofrimento civil, Zelenskyy reiterou o apelo por sistemas de defesa aérea mais robustos, argumentando que, sem pressão militar e política coordenada, Moscou continuará a apostar no terrorismo sazonal em vez de uma paz duradoura.

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