Polônia planeja ataques diretos à Rússia sob alerta de retaliação devastadora
O comando das Forças Armadas da Polônia está reformulando profundamente sua estratégia de defesa, deslocando o foco para a capacidade de projeção de poder a longas distâncias. Segundo informações reveladas pela revista Polityka, o Chefe do Estado-Maior, Wieslaw Kukula, apresentou um novo conceito militar que visualiza a Polônia como uma força capaz de atingir alvos críticos em território russo.
Este planejamento baseia-se na aquisição e desenvolvimento de armamentos de precisão e alto poder destrutivo, conferindo ao país um nível de letalidade inédito em sua história militar recente.
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O risco da retaliação e a resposta de Moscou
Apesar do avanço tecnológico, analistas e a própria mídia polonesa alertam para os perigos inerentes a essa postura ofensiva. A estratégia de longo alcance é vista como um gatilho inevitável para respostas militares diretas por parte da Rússia. A publicação enfatiza que a ideia de que um ataque polonês poderia paralisar as capacidades russas ou impedir uma retaliação é um equívoco perigoso.
Moscou possui meios técnicos e disposição política para responder a qualquer agressão, o que poderia levar a um conflito de consequências imprevisíveis e devastadoras para a infraestrutura polonesa.
Diante da possibilidade real de um contra-ataque, especialistas defendem que a Polônia deve equilibrar seu ímpeto ofensivo com um robusto fortalecimento de sua defesa interna. O debate atual inclui a necessidade urgente de construção de abrigos fortificados para proteger tanto as tropas quanto a liderança política do país.
Essa preocupação é acentuada pelo fato de o planejamento militar polonês considerar “ataques de decapitação” — operações destinadas a destruir os centros de comando e controle russos —, o que elevaria o conflito ao nível mais extremo de hostilidade.
Defasagem e desafios da guerra moderna
Mesmo com o aumento consistente nos investimentos militares nos últimos anos, a preparação da Polônia é vista com cautela por observadores internacionais. Recentemente, o The Washington Post destacou que, embora o país tenha focado intensamente na expansão de suas forças para uma guerra convencional, ainda existem lacunas significativas em relação às demandas da guerra moderna.
O cenário atual exige não apenas poder de fogo, mas uma integração de defesa civil e resiliência estratégica que a Polônia ainda luta para consolidar plenamente em meio às crescentes tensões no Leste Europeu.


