Rabino alerta que ações militares de Trump apontam para profecias bíblicas do ‘Fim dos Tempos’

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Em uma palestra recente que mobilizou centenas de pessoas, o influente rabino Alon Anava propôs uma interpretação profunda dos eventos que sacudiram o cenário internacional em 2025 e início de 2026.

Para o religioso, o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA, as ameaças militares ao Irã e a crise diplomática na Groenlândia não são meros lances de estratégia geopolítica, mas sim o cumprimento de antigas profecias sobre a vinda do Mashiach (Messias). Anava defende que líderes como Donald Trump atuam sem livre-arbítrio, servindo como instrumentos de uma vontade divina que orquestra o cenário global para despertar a humanidade.

O xadrez geopolítico e a conexão com a China

Ao analisar a “Operação Resolução Absoluta”, que resultou na captura de Maduro em Caracas, o rabino sugere que o objetivo americano transcende o combate aos cartéis. Segundo sua análise, a Venezuela funcionava como uma base avançada do Irã no continente americano e como o principal pulmão energético da China.

Ao tomar o controle da região, os EUA teriam isolado Pequim, que busca substituir o dólar pelo ouro como padrão econômico mundial. A precisão da operação militar e a subsequente alta nos preços do petróleo seriam sinais de que as peças para um conflito maior já foram movidas no tabuleiro internacional.

A recente pressão de Trump sobre a Dinamarca e a OTAN pelo controle da Groenlândia também ganhou uma leitura profética na palestra. Além das justificativas militares — como o monitoramento de submarinos russos e a riqueza em minerais raros como o titânio — Anava citou o Midrash para alertar que os povos de “Gogue e Magogue” surgiriam do extremo norte, possivelmente de áreas além das muralhas de gelo. O tensionamento das relações transatlânticas e as ameaças de tarifas contra aliados europeus seriam evidências da “provocação entre as nações” prevista nos textos sagrados do Yalkut Shimoni.

O eixo Irã-Turquia e o alerta de segurança

No campo da segurança no Oriente Médio, o rabino identificou uma aliança perigosa entre o Irã e a Turquia, descrevendo esta última como o próximo grande problema global. A retórica agressiva de Teerã e a suspeita de posse de armamento nuclear são vistas como uma confirmação de que o conflito escalou para um ponto sem retorno.

Em paralelo, Anava destacou o crescimento do antissemitismo global, comparando o clima atual de 2025 ao da Alemanha de 1938, citando o massacre de Hanukkah em Sydney e o aumento de 57% nos crimes de ódio em Nova York como sinais de que não há mais refúgio seguro fora de Israel.

O desfecho da palestra focou no propósito espiritual por trás do caos. Para o rabino, a aceleração perceptível do tempo e as crises financeiras e de saúde são “mensagens divinas” para que o povo judeu realize a Teshuvá (arrependimento).

Ele enfatizou que a redenção é iminente e que a proteção espiritual superará qualquer necessidade de defesa física. O palestrante encerrou com um apelo urgente para a Aliá (imigração para Israel), defendendo que o fortalecimento da observância religiosa na Terra Santa é a única força capaz de enfrentar o cerco internacional contra os judeus.

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