Porta-aviões dos EUA chega às portas do Irã enquanto Hezbollah e Houthis prometem contra-ataque massivo
A tensão geopolítica no Oriente Médio atingiu um novo patamar com a chegada do porta-aviões USS Abraham Lincoln às proximidades do Irã. A movimentação da frota norte-americana, confirmada por fontes da mídia israelense, coloca a força naval dentro do raio de alcance das defesas iranianas, embora, até o momento, não existam evidências de uma ofensiva iminente por parte dos Estados Unidos.
O deslocamento do grupo de ataque, que inclui destróieres, caças F-35 e aeronaves de guerra eletrônica, partiu do Mar da China Meridional em direção ao Golfo Pérsico, consolidando um reforço militar estratégico na região.
O posicionamento da Casa Branca
O envio da frota ocorre sob a sombra de declarações recentes do presidente Donald Trump, que descreveu a movimentação como uma demonstração de força necessária. Embora tenha expressado o desejo de evitar um conflito direto, o mandatário enfatizou que o monitoramento sobre a República Islâmica é rigoroso.
Questionado sobre a possibilidade de uma escalada bélica, Trump manteve uma postura cautelosa, afirmando esperar que não haja necessidade de uma ação militar ampliada, apesar de ter suspendido planos anteriores de ataque e optado, por ora, pelo aumento da pressão presencial.
Mobilização de milícias e ameaças regionais
Em resposta à presença norte-americana, o grupo iraquiano Kataib Hezbollah convocou seus combatentes para o que classificou como uma “guerra total” em defesa do Irã. O líder da milícia, Abu Hussein al Hamidawi, proferiu duras críticas aos Estados Unidos e a Israel, alertando que qualquer investida contra o território iraniano resultará em consequências fatais para as forças ocidentais estacionadas na região. O grupo, que já é acusado por Washington de promover ataques recorrentes a bases militares no Iraque e na Síria, sinaliza que a resistência será violenta e amarga.
Alerta no Mar Vermelho e rotas comerciais
Paralelamente, os rebeldes Houthis, do Iêmen, utilizaram canais oficiais para ameaçar a retomada de ataques contra navios mercantes no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb. Através de vídeos que exibem operações de drones, o grupo insurgente deixou claro que a relativa calma observada recentemente pode ser interrompida caso a pressão contra o Irã continue a subir.
O bloqueio marítimo, originalmente motivado pelo apoio à Faixa de Gaza, agora se entrelaça com a crise direta entre Washington e Teerã, colocando em risco a segurança da navegação internacional.
O cenário de instabilidade é reforçado por alertas diplomáticos e medidas preventivas no setor aéreo. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, indicou que há sinais claros de que Israel estaria buscando uma brecha estratégica para lançar uma ofensiva contra o Irã.
Diante do risco iminente de um conflito de grandes proporções, diversas companhias aéreas internacionais já iniciaram a suspensão de voos comerciais para múltiplos destinos no Oriente Médio, refletindo o temor global de uma ruptura na segurança regional.


